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Crise internacional » Roma e Paris convocam cúpula europeia sobre crescimento e emprego

AFP - Agence France-Presse

Publicação: 30/08/2014 19:38 Atualização:

François Hollande no Eliseu em 30 de agosto de 2014. Foto: © AFP/Kenzo Tribouillard (François Hollande no Eliseu em 30 de agosto de 2014. Foto: © AFP/Kenzo Tribouillard)
François Hollande no Eliseu em 30 de agosto de 2014. Foto: © AFP/Kenzo Tribouillard
O presidente francês, François Hollande, e o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, tentarão suavizar a pressão orçamentária da União Europeia (UE) em uma cúpula do bloco na Itália sobre crescimento e emprego marcada para o dia 6 de outubro, proposta neste sábado.

"Apoiamos a proposta do presidente do Conselho italiano, Matteo Renzi, de realizar uma cúpula da União Europeia na Itália no dia 6 de outubro sobre o tema do crescimento" e com o emprego no centro das prioridades, declarou Hollande após uma reunião no Eliseu de líderes sociais-democratas europeus antes da cúpula europeia marcada para a tarde deste sábado em Bruxelas.

A cúpula da Itália "estará seguida por uma cúpula da Eurozona, que eu mesmo propus, se nossos sócios a aceitarem", acrescentou.

Os chefes de Estado e de Governo não planejam abordar neste sábado em Bruxelas questões econômicas, já que o principal assunto do dia é a nomeação dos futuros alto representante e presidente do Conselho Europeu, assim como a situação na Ucrânia, no Iraque e em Gaza.

A prioridade para Hollande é evocar um contexto econômico europeu preocupante, marcado por "uma reativação muito fraca", "uma inflação especialmente baixa" e um "desemprego muito alto".

Risco de deflação
Um ano depois de sair da recessão, o crescimento da Eurozona foi nulo no segundo trimestre do ano, com uma taxa de 0%, e os dezoito enfrentam o risco de deflação.

A prioridade é "fazer com que a Europa se dirija mais em direção ao crescimento e ao emprego", disse Hollande, que busca um relaxamento da política monetária e mais flexibilidade na redução dos déficits orçamentários.

Em meados de agosto, o ministro francês das Finanças, Michel Sapin, reconheceu que a França não alcançará o objetivo de redução de seu déficit público até 3,8% do PIB neste ano, nem os 3% que as leis europeias estabelecem no ano que vem.

Renzi se pronunciou em termos similares: "a Itália e outros países querem respeitar todas as regras, mas temos que destacar a importância do crescimento".

Não é a primeira vez que Paris e Roma tentam suavizar a pressão orçamentária europeia, mas até agora sempre se chocaram com a oposição de Angela Merkel.

Os dois líderes esperam que a Alemanha, cuja economia retrocedeu 0,2% no segundo trimestre, seja agora mais sensível aos desejos de seus colegas europeus.

O vice-chanceler alemão, o social-democrata Sigmar Gabriel, disse neste sábado no Eliseu que compartilha as preocupações de Hollande e Renzi.

"As políticas da Europa devem estar mais concentradas no crescimento e no emprego", declarou.

No entanto, não é Gabriel quem determina a política econômica de Berlim, mas a chanceler Merkel e seu ministro das Finanças, Wolfgang Schauble, que na quinta-feira pediu novamente ao governo francês que mantenha seus compromissos de redução de déficit.

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