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Dicas » Evite a dor de cabeça em transações financeiras no exterior

Pedro Maximino - Diario de Pernambuco

Publicação: 30/08/2014 08:00 Atualização: 27/08/2014 21:53

Genildo da Fonte precisa fazer transações internacionais com frequência porque tem um filho que faz intercâmbio no Canadá. Foto: Ivan Melo/Esp. DP/D.A.Press
Genildo da Fonte precisa fazer transações internacionais com frequência porque tem um filho que faz intercâmbio no Canadá. Foto: Ivan Melo/Esp. DP/D.A.Press

Gastar dinheiro no exterior está se tornando um hábito para muitos brasileiros. Segundo o Banco Central, no primeiro semestre de 2014, os brasileiros movimentaram US$ 12,5 bilhões fora do país. É fácil se encantar com facilidades oferecidas e preços em conta, mas é preciso olhar com cuidado as condições, taxas, impostos e trâmites burocráticos para evitar dor de cabeça e não fazer o barato sair caro. As dicas valem tanto para quem vai a passeio ou fazer remessas para o exterior.

A economista da Faculdade Boa Viagem Amanda Aires diz que o primeiro erro de quem quer fazer uma transação monetária fora (ou para fora) do país é pensar que se trata de algo barato.  “Muito pelo contrário, é bastante caro. Inclusive, não é difícil que os valores acumulados acabem extrapolando o orçamento inicial”, conta a especialista. Ela lembra do aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) – de 0,38% para 6,38% – nos pagamentos em moeda estrangeira com cartão de crédito, que passou a valer no ano passado.

“Foi algo que pegou a todos de surpresa, e vale tanto para compra quanto para transferência monetária”, reforça Amanda. Segundo a economista, uma maneira de evitar o imposto é levar dinheiro em espécie, mas “é opção que não é muito praticada por ser pouco prática, já que levar muito dinheiro no bolso o tempo todo é arriscado”. Apesar do aumento, o fator da comodidade fala mais alto e muita gente ainda escolhe o cartão de crédito para compras lá fora. “Mesmo com o imposto elevado, certos gastos fora do país ainda saem mais em conta quando comparados com os preços no Brasil.”

Frequência

Edísio Neto lembra que sempre é preciso prestar contas à Receita Federal. Foto: Guilherme Veríssimo/Esp. DP/DA Press
Edísio Neto lembra que sempre é preciso prestar contas à Receita Federal. Foto: Guilherme Veríssimo/Esp. DP/DA Press
O empresário Genildo da Fonte precisa fazer transações internacionais com frequência, pois tem um filho que faz intercâmbio no Canadá. Ele conta que optou por não abrir conta bancária fora do país. “Quando preciso mandar dinheiro para meu filho, faço crédito de transferência. Mando pela agência daqui e ele recebe numa afiliada lá.”

Dependendo do valor, uma alternativa ao uso do cartão pode ser a abertura de uma conta bancária no exterior. “A vantagem de abrir uma conta fora do país é o imposto mais baixo e a possibilidade de sacar o dinheiro em vários caixas eletrônicos”, explica Edísio Neto, diretor comercial da Europa Câmbio. Mas mesmo que a conta seja fora do Brasil ainda é necessário prestar contas à Receita Federal. “Todas as movimentações bancárias realizadas no exterior devem ser declaradas no Imposto de Renda”, avisa Neto.

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