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Bolsa » Ibovespa sobe 9,78% em agosto, o melhor resultado desde janeiro de 2012

Agência O Globo

Publicação: 29/08/2014 19:38 Atualização:

Mesmo com dados ruins sobre a economia brasileira, a Bolsa brasileira terminou o pregão em alta. O Ibovespa, principal índice do mercado local, subiu 1,65%, chegando aos 61.288 pontos. No mês, os ganhos totalizam 9,78%, o melhor desde os 11,13% alcançados em janeiro de 2012. Já no mercado de câmbio, o dólar comercial ficou estável, cotado a R$ 2,2390. No mês, a divisa acumula uma desvalorização de 1,58%.

Os investidores pouco sentiram a divulgação do IBGE, que revelou o recuo de 0,6% no Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano ante os três primeiros meses de 2014. Para o gerente de renda variável da H.Commcor, Ari Santos, esse dado teve pouco efeito nas negociações desta sexta-feira porque o mercado já esperava um dado negativo. "Não tem efeito porque esse dado já estava no preço. Já se sabia que teríamos um PIB fraco", explicou.

Quem sustentou a Bolsa em terreno positivo neste pregão foi a Petrobras, as mais negociadas, e o setor bancário. A expectativa é de divulgação de uma nova pesquisa eleitoral, dessa vez do Datafolha, após o fechamento do mercado. Quando esses levantamentos mostram avanço dos candidatos de oposição, os papéis de estatais e de setores que podem sofrer intervenção do governo tentem a subir. Isso indica que os agentes dos mercados financeiros desejam uma mudança na política econômica.

Já o dólar comercial ficou estável diante do real. A moeda americana fechou cotada R$ 2,2360 na compra e a R$ 2,2380 na venda. No mês, a queda é de 1,58%. Segundo João Paulo de Gracia Corrêa, da Correparti Corretora de Câmbio, o dólar se valorizou frente a maioria das moedas fortes. No entanto, no Brasil o movimento é diferente devido aos dados ruins da economia brasileira.

"Descolado do exterior, o real apresenta valorização ante a moeda americana em dia de formação da Ptax de final de mês, expectativa da divulgação de pesquisa eleitoral e números ruins da economia brasileira, que abalam as pretensões de uma reeleição da atual presidente Dilma Rousseff", afirmou, em relatório.

Paulo Petrassi, da Leme Investimentos, afirmou que o PIB teve um pequeno efeito no mercado de juros, com uma leve redução nas taxas no mercado futuro. No entanto, ele explica que é um recuo sutil porque não há espaço para uma redução da Selic por parte do Banco Central (BC).

"Não se trabalha com expectativa de queda dos juros porque os preços administrados estão represados e há uma indefinição sobre a política monetária nos Estados Unidos. Nesse cenário, é inviável o BC reduzir os juros", explicou.

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