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Plataforma digital » Moda com pesquisa estratégica de mercado

Thatiana Pimentel

Publicação: 28/08/2014 10:20 Atualização:

A design pernambucana Priscila Vera Cruz começou a trabalhar na sua marca, Srta Chica, há três anos. Em todo esse tempo, ela utilizava o método conhecido como “pesquisa barata” para desenvolver suas peças de roupa, que consiste em descobrir “tendências” em revistas de moda. No início deste mês, pela primeira vez, Priscila teve acesso à pesquisas globais de mercado, tendências e consumo. Tudo isso sem gastar nenhum centavo. O acesso aos estudos internacionais foi possível graças ao Serviço de Inteligência Mercadológica (SIM), plataforma digital lançada pelo Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil de Pernambuco (NTCPE). O serviço pode ser obtido no Marco da Moda, no Recife, e no escritório do NTCPE de Toritama, no Agreste, e é fruto de um investimento de R$ 400 mil.

“Estamos com um cenário de desaquecimento econômico, PIB abaixo de 1% e grande inadimplência. Em Toritama e Caruaru, os clientes já estão diminuindo. Precisamos atrair os lojistas de novo com produtos inovadores e originais, buscando a especialização das nossas empresas, ou vamos perder espaço”, afirma Fredi Maia, diretor do NTCPE. Segundo ele, apesar de uma cadeia produtiva forte, há pouco planejamento estratégico entre os empreendedores do estado. “Isso só é possível com informação de qualidade para tomar melhores decisões. “

As pesquisas são produzidas pelas empresas WGSN, Mintel, IEMI. A primeira aponta produtos com maior índice de consumo, a Mintel, tendências de moda e a IEMI, estuda o mercado têxtil. Para Priscila, os estudos já estão ajudando. “É um diferencial. Nenhum pequeno empresário tem condições de comprar esse material. Li e tive várias ideias para a coleção Verão 2015 da Srta Chica.”

Além das pesquisas, o SIM também irá promover palestras e oficinas com especialistas internacionais do setor têxtil. A primeira delas foi realizada pelo ex-consultor da ONU para Indústria do Vestuário, Marcelo Prado, que esteve em Caruaru na última semana. De acordo com Prado, o crescimento da demanda no polo do Agreste está travado. “Como o mercado favorável, muita gente entra na onda e começa a atuar no segmento. Quando o mercado reverte, como agora, há uma depuração. Nessa hora, é preciso ter estratégias, inovar.”            

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