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Alta recorde » Maior chance de derrota de Dilma no segundo turno leva Bovespa a atingir o maior nível em 18 meses

Correio Braziliense

Publicação: 27/08/2014 08:35 Atualização:

O mercado financeiro voltou a mostrar entusiasmo com a possibilidade cada vez mais concreta de derrota da presidente Dilma Rousseff nas eleições de outubro, como mostram as pesquisas de intenção de voto. Ontem, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa), chegou a superar a barreira dos 60 mil pontos durante o pregão, mas, após um intenso sobe e desce no preço das ações, fechou o dia em 59.821 pontos. Mesmo assim, o indicador terminou a sessão no maior patamar em 18 meses, o que garantiu o segundo dia consecutivo de alta, desta vez de 0,14%.

Antes mesmo de a campanha ganhar as ruas, o mercado já havia assumido o viés político do ano eleitoral e demonstrado insatisfação com a política econômica do atual governo. “Com as pesquisas reforçando a probabilidade de segundo turno, tudo leva a crer que a Bolsa continuará em alta nos próximos dias”, comentou o gestor de fundos Luiz Pardal, sócio da DCX Asset, ressalvando, contudo, que a imprevisibilidade é uma característica dos negócios.

Estrangeiros

O avanço de ontem foi ajudado também pelo cenário internacional, onde o acordo de cessar-fogo firmado entre Israel e Hamas e a aproximação entre os líderes ucraniano, Petro Poroshenko, e russo, Vladimir Putin, melhoraram o humor dos investidores. Dos 18 pregões já realizados em agosto, a Bovespa avançou em 12 deles, acumulando uma alta de 7%.

Boa parte do movimento de alta dos últimos pregões tem sido estimulada pela presença de investidores estrangeiros. Neste mês, até o dia 22, o saldo de recursos externos aplicados na Bovespa está positivo em R$ 1,5 bilhão. Na última segunda-feira, esses aplicadores mantinham 101.534 contratos abertos.

Entre os papéis com maior influência sobre o Ibovespa, a ação preferencial da Petrobras, que havia dado um salto superior a 5% na segunda-feira, recuou 0,91% ontem, mas, no mês, ainda sobe expressivos 15%. A estatal é uma das empresas mais afetadas pela política intervencionista do governo e, portanto, se beneficia com a perspectiva de mudança na condução da macroeconomia.

Os títulos do setor bancário mostraram volatilidade devido aos dados fracos de crédito divulgados pelo Banco Central. Outra ação com grande peso no indicador, a preferencial da Vale, teve queda de 0,22% após as cotações do minério de ferro com entrega imediata na China recuarem para o nível mínimo em quase dois anos, ficando abaixo de US$ 89 por tonelada.

Embora também aposte na tendência de valorização do mercado nos próximos pregões, o economista Felipe Chad, sócio da DXI Planejamento, alerta para a alta volatilidade prevista até as eleições, motivada, sobretudo, pelas dificuldades esperadas para 2015 na administração da política econômica, independentemente de quem venha a subir a rampa do Palácio do Planalto em 1º de janeiro. “Será um ano de ajustes. Por isso, muitos investidores vão preferir manter a cautela”, sublinhou.

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