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Paralisação » Greve atrapalha rotina do Judiciário

Correio Braziliense

Publicação: 26/08/2014 09:15 Atualização:

A greve dos servidores do Judiciário abriu uma crise entre o funcionalismo, a administração dos tribunais e os advogados que atuam em diferentes fóruns. O sindicato da categoria (Sindijus) avaliou que 30% dos 18 mil trabalhadores no Distrito Federal cruzaram os braços ontem. As assessorias dos tribunais regionais federal (TRF) e do trabalho (TRT), por outro lado, afirmaram que “ninguém aderiu à paralisação” iniciada em 6 de agosto, em favor da reposição das perdas inflacionárias (40%) desde 2006.

Jailton Assis, diretor do Sindijus, garantiu que, em algumas áreas, houve até suspensão de prazo, para não prejudicar as partes. “Na maioria das varas, só funcionam trâmites urgentes”, ressaltou. Ele estranhou o fato de cálculos terem sido contestados pela administração. “O nível de adesão foi tão alto que, na sexta-feira (22), a ouvidoria provou que 82,67% dos oficiais de Justiça estavam parados e pediu que cumpríssemos o acordo de manter 30% do efetivo”, destacou.

Balcões cerrados

O servidor Wellington Ribeiro, 32 anos, chefe do setor de distribuição do TJDFT, confirmou que as salas estão vazias. “Só os de cargo comissionado estão trabalhando”, disse. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), Ibaneis Rocha, lamentou a ausência dos trabalhadores e o grande número de tarefas acumuladas. “Os balcões de algumas varas estão totalmente cerrados. Diante das reclamações de colegas que não conseguem acesso aos autos, investigamos se os servidores estão cumprindo seu papel. Após um balanço, decidiremos qual atitude tomar”, destacou.

Segundo ele, associados reclamam que a paralisação começa a ter trazer perdas financeiras. O advogado Glauco Rodrigues explicou que o impedimento não é só para acessar processos sem prazo definido. “As agendas de audiências também não são marcadas e não conseguimos levantamento de alvará (receber créditos e honorários)”, pontuou. “Como os oficiais de Justiça não estão entregando os mandados, a gente perde muito tempo para resolver pequenas questões e ainda ficamos sem remuneração”, protestou o advogado Stephan Botti, 29.

O advogado Paulo Henrique Abreu, 45 anos, é um dos que não reclamam de mudanças na rotina. “O atendimento continua normal, sem audiência paralisada ou adiada”, relatou. “Houve pequenos atrasos, mas o padrão do serviço é o mesmo”, destacou o advogado Claudinei Fernando, 35.

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