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Mercado financeiro » Eleição faz a bolsa disparar

Correio Braziliense

Publicação: 26/08/2014 08:55 Atualização:

O quadro eleitoral voltou a determinar ontem (25) o rumo dos negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa). Rumores sobre o cenário político desfavorável ao governo animaram os investidores e levaram o Ibovespa, principal indicador do pregão, a avançar 2,27%, alcançando 59.735 pontos, o maior patamar desde fevereiro de 2013. As ações da Petrobras dispararam e mostraram valorização superior a 5%.

O quadro externo positivo nos mercados do exterior também ajudou. Em Nova York, o índice Dow Jones teve alta de 0,44%, impulsionado pelos papéis dos setores financeiro e de biotecnologia. Na Europa, a expectativa de que o Banco Central Europeu adotará novas medidas de estímulo monetário para reativar a economia fez o índice FTSEurofirst 300, que mede o comportamento das principais ações do continente, a terminar o dia com elevação de 1,13%.

Mas foi a expectativa de que Dilma poderá ser derrotada no esforço de obter mais um mandado presidencial, e a consequente perspectiva de mudança na política econômica, o fator que mais influenciou o comportamento da bolsa brasileira. “Muitos investidores se posicionaram com base em levantamentos próprios e nos boatos sobre as pesquisas telefônicas feitas pelos partidos”, disse o operador Thiago Montenegro, da Quantitas Asset Management.

 Com o cenário desfavorável à presidente, os papéis de empresas mais sensíveis e mais prejudicadas pelas políticas do governo, como bancos, companhias do setor elétrico e, sobretudo, a Petrobras, lideraram os ganhos do Ibovespa. No caso da petroleira estatal, as ações preferenciais, que têm privilégio no recebimento de dividendos, subiram 5,35%; as ordinárias, com direito a voto, avançaram 5,22%.

Recessão

Os rumores sobre os rumos da eleição afetaram também o mercado futuro de juros, com os investidores reduzindo os prêmios de risco exigidos nas operações. Os contratos com vencimento em janeiro de 2016, por exemplo, caíram de 11,27% para 11,15% ao ano. Também contribuiu para a queda a estimativa de que o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, que será divulgado na sexta-feira, mostrará contração da atividade econômica.

“Os analistas estão cada vez mais convencidos de que a economia está beirando a recessão, o que significa que vai haver cada vez menos espaço para aumentar juros”, afirmou o estrategista de renda fixa da corretora Coinvalores, Paulo Celso Nepomuceno.

No mercado de câmbio, em sessão volátil, o dólar fechou a R$ 2,29 na venda, com alta de 0,44%. “Conforme se aproximam as eleições, a tendência é que o mercado fique cada vez mais instável. E o cenário externo está atulhado de incertezas, o que não ajuda”, afirmou o operador de câmbio da corretora Intercam Glauber Romano.

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