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Trabalho » Geração de emprego tem o pior julho desde 1999, mostra Caged

Diario de Pernambuco

Publicação: 21/08/2014 15:23 Atualização: 21/08/2014 16:45

Em Pernambuco, o corte de 2.854 vagas na construção civil contribuiu para os números negativos em julho. Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press
Em Pernambuco, o corte de 2.854 vagas na construção civil contribuiu para os números negativos em julho. Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press
O Brasil criou 11.796 vagas formais de trabalho em julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (21) pelo Ministério do Trabalho. O resultado confirma o pior desempenho para o mês desde julho de 1999, quando foram geradas 8.057 vagas.

Em Pernambuco, o resultado foi negativo. Houve o corte de 2.741 vagas. Segundo o ministério, a retração aconteceu por conta da queda nos setores da construção civil (-2.854) e dos serviços (-1.264). Só não foi pior por conta do incremento de 1.567 vagas na agropecuária.

Voltando aos números nacionais, o saldo líquido de 11.796 vagas foi resultado de 1.746.797 admissões e de 1.735.001 demissões. O mercado de trabalho foi fortemente afetado pelo fechamento de vagas e demissões na indústria, sobretudo no ramo automotivo, o que se repete pelo quarto mês consecutivo.

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, divulga dados do Caged de julho. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil (O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, divulga dados do Caged de julho. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, divulga dados do Caged de julho. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Para técnicos do governo, a desaceleração do mercado de trabalho, que começou em março, atingiu em julho "o fundo do poço". Em agosto e setembro, a expectativa é que o ritmo dos cortes seja reduzido, para atender as encomendas do fim de ano.

Em setembro, o Ministério do Trabalho deve revisar mais uma vez para baixo a meta de geração de empregos, que está em 1 milhão para este ano. A geração de empregos no governo Dilma Rousseff, com os dados de julho, atingiu 5.512.302 contratações formais.

No acumulado do ano até julho a criação líquida de empregos formais somou 632.224 vagas. Em Pernambuco, nos sete primeiros meses de 2014, o corte é de 31.980 postos, principalmente por conta do setor sucroalcooleiro. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o resultado do estado é positivo. Foram criadas 19.810 vagas formais.

* Com agências

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