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Eike Batista » MMX dá férias coletivas a funcionários de mina

Agência O Globo

Publicação: 20/08/2014 18:42 Atualização:

 mineradora MMX - última das principais empresas do Império X ainda sob controle de Eike Batista e que se prepara para pedir recuperação judicial - informou nesta quarta-feira (20) que dará férias coletivas de 30 dias aos trabalhadores da mina de Serra Azul, em Minas Gerais. Segundo a companhia informou em fato relevante, a paralisação forçada dos funcionários é motivada pela queda do preço do minério de ferro no mercado internacional e por restrições impostas à operação da mina pelo órgão ambiental daquele estado.

De acordo com o comunicado, as restrições só serão retiradas quando forem definidas áreas de proteção "de determinadas cavidades existentes em alguns setores de lavra". O preço da tonelada do minério no mercado internacional caiu 30,7% no ano, atingindo US$ 93 nesta terça-feira. As férias coletivas começarão na primeira semana de setembro e não vão abranger funcionários responsáveis pela manutenção e pela administração da mina.

"A Companhia informa que revisará seu atual plano de negócios com objetivo de priorizar as iniciativas geradoras de caixa, no melhor interesse da companhia e de seus acionistas, levando em conta a conjuntura de mercado, as necessidades de caixa de curto e médio prazos e a perspectiva econômico financeira do modelo de negócios da companhia", disse o fato relevante.

Sem atrair sócios e com parte da produção embargada pela Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais, ela enfrenta dificuldades financeiras. Embora a companhia tenha negado ontem que haja "qualquer deliberação em curso" sobre um pedido de proteção contra credores à Justiça, a notícia foi publicada pelo blog "Radar On-line", da revista "Veja", e confirmada por fontes do mercado ao GLOBO.

Com a notícia, os papéis da MMX caíram 10,17% ontem, para R$ 1,06, a maior queda do Ibovespa, principal índice da Bolsa. No ano, a MMX perdeu três quartos de seu valor de mercado. Hoje, ela vale R$ 171,9 milhões, ante R$ 681,3 milhões no início de 2014, segundo a Bloomberg.

No fim do primeiro trimestre, a MMX tinha dívida de R$ 966 milhões. Deste total, cerca de R$ 718 milhões eram referentes a débitos com fornecedores. O balanço do segundo trimestre seria divulgado na semana passada, mas foi adiado para 15 de outubro, alimentando especulações sobre o futuro da mineradora. Pesa ainda sobre as contas da companhia uma dívida de R$ 3,8 bilhões, referente a uma autuação feita pela Receita Federal em 2013 devido ao não pagamento de impostos relativos à venda de parte de seus ativos para a multinacional Anglo American, em 2007. A MMX contesta a multa.

Caso a mineradora busque de fato proteção judicial, ela terá seguido o mesmo caminho de outras empresas do grupo: a petroleira OGPar (ex-OGX) e a empresa do ramo naval OSX, ambas ainda controladas por Eike. A primeira teve seu plano de recuperação aprovado, mas ele está sendo questionado por credores insatisfeitos com os termos do documento.

Já a OSX ainda não conseguiu aprovar seu plano. As outras duas empresas que formavam o eixo do conglomerado mudaram de mãos. A LLX (logística), rebatizada de Prumo, passou à americana EIG. E a antiga MPX (energia), hoje Eneva, tem como sócia majoritária a alemã E.ON.

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