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Mercado financeiro » Eleição empurra a Bolsa de Valores

Correio Braziliense

Publicação: 20/08/2014 08:30 Atualização:

O quadro eleitoral continua contribuindo para empurrar a Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa). Ontem, o Ibovespa, principal índice do pregão, subiu 1,54%, com forte ajuda das ações da Petrobras. O papel preferencial da estatal, com prioridade na distribuição de dividendos, teve alta de 2,50%, fechando a R$ 20,91. As ações ordinárias, com direito a voto, avançaram ainda mais, 3,19%, fechando a R$ 19,60.

“Estruturalmente, nada mudou no país ou nas empresas. Portanto, é o quadro eleitoral que continua influenciando”, afirmou o economista Lino Gil, da DXI Planejamento Financeiro. Desde sexta-feira, o mercado vem apostando na consolidação da candidatura de Marina Silva (PSB) à Presidência, em substituição a Eduardo Campos. Na segunda-feira, pesquisa do Instituto Datafolha revelou que, se as eleições fossem agora, Marina estaria tecnicamente empatada no primeiro turno com Aécio Neves (PSDB) e, no segundo, com Dilma Rousseff (PT).

Com o desempenho de ontem, o Ibovespa alcançou 58.449 pontos, o nível mais alto desde março de 2013, acumulando uma valorização de 2,61% na semana, de 4,49% em agosto, e de 13,48% no ano. Somente a contar do fechamento de quinta-feira, o papel ordinário da Petrobras acumula elevação de 12,64%.

Segundo analistas, crescem as apostas na vitória da oposição. Caso isso aconteça, eles acreditam que haverá ajustes da condução da política econômica, com redução da inflação e a implementação de reformas que trarão crescimento ao país e maior lucro para as estatais, hoje obrigadas a conter preços para segurar a inflação. Outro fator é o desempenho de Dilma em entrevista ao Jornal Nacional na segunda-feira, considerado fraco por vários analistas, algo que poderá diminuir as chances de reeleição da presidente.

Fator externo

Para Eduardo Velho, da INVX Global Partners, “o mercado está comprando a ideia da vitória da oposição”. Mas ele aponta também a influência de um fator internacional forte: os números da inflação nos Estados Unidos divulgados ontem vieram melhores do que o esperado, sugerindo que os juros do país permanecerão baixos. O Dow Jones, principal índice da Bolsa de Nova York, teve alta de 0,48%.

A perspectiva de situação internacional favorável faz com que alguns operadores no Brasil comprem ações, apostando na alta, e que outros, que pretendiam vender logo, para lucrar com a valorização dos últimos dias, adiem a decisão, na expectativa de ganhar ainda mais. “Muita gente que realizaria lucro deixou para depois”, disse Velho.

O economista está entre os que consideram negativa a participação de Dilma no Jornal Nacional. “Ela não respondeu a muitas perguntas e, ao dizer que a economia vai melhorar, pareceu fora da realidade. Não falou em reformas uma só vez, o que deve desagradar aos eleitores de classe média.”

Para o economista Clodoir Vieira, analista de mercado, Dilma deixou várias perguntas sem resposta, “como faz todo político”. Na avaliação dele, o que mais pesa na alta das ações nos últimos dois dias é a indicação de tendência de segundo turno. Para o sábado, está prevista a divulgação de outra pesquisa, do Instituto MDA, contratada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT).

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