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Recursos » Coutinho diz que desembolsos no1º semestre serão menores que em 2013

Agência O Globo

Publicação: 18/08/2014 15:58 Atualização: 18/08/2014 16:11

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou nesta segunda-feira (18) que os desembolsos do banco vão fechar o primeiro semestre abaixo em relação ao mesmo período do ano passado. Coutinho não quis citar números, mas lembrou que o "nível moderado" já estava dentro do previsto. Os desembolsos são o que o banco efetivamente libera após o pedido das empresas e a posterior aprovação do crédito.

"Os desembolsos estão moderados, como a gente tinha previsto. Moderado é abaixo. E, mais recentemente, está tendo uma recuperação em consultas. O que permanece firme são os investimentos e os desembolsos em infraestrutura, como energia e as logísticas, como portos e aeroportos. E apontam para um processo de crescimento", disse Coutinho, em evento no Rio.

Nos primeiros seis meses do ano passado, os desembolsos somaram R$ 88,3 bilhões, volume 65% maior em relação ao mesmo período de 2012. Foi o melhor resultado da história do banco para o período.

Segundo Coutinho, os planos de investimentos, com base em pesquisa feita em junho, mesmo com a redução na confiança, têm sido mantidos pelas empresas. "Isso mostra que o atual momento da conjuntura é transitório", afirmou.

Ele mostrou preocupação com a atual ?superliquidez? global, iniciada após a crise financeira de 2008. Segundo ele, há dúvidas de como isso pode influenciar a fixação de preços dos ativos e das moedas em todo o mundo nos próximos anos.

"A superliquidez que foi necessária para enfrentar a gravíssima crise de 2008 e 2009 permanece como pano de fundo e desenha riscos de hipertrofia financeira e inflação de ativos, que é uma possibilidade. Ainda não aparece no radar a emergência de bolhas de crédito, pois os agentes econômicos estão cautelosos. A superliquidez é preocupante e como a saída desses processos podem impactar a precificação de ativos e de moedas nos próximos anos", disse Coutinho, que participa do Segundo Congresso Internacional do Centro Celso Furtado.

Coutinho lembrou ainda do crescimento dos países em desenvolvimento nos últimos anos, como a China, as nações da África e América Latina. Segundo ele, nos últimos cinco anos, o avanço das economias em desenvolvimento superou de três a quatro pontos o crescimento dos países desenvolvidos.

"Há uma mudança na geografia no crescimento. É uma transformação estrutural e que me parece que não vai se reverter no curto prazo. O superciclo das commodities serviu como anteparo à vulnerabilidade externa. Mas vimos também um aumento paulatino na carga tributária que incidiu sobre a indústria. É importante olhar para o longo prazo e separar os itens de conjuntura, pois é isso que determina o crescimento", ressaltou Coutinho, que lembrou ainda que nos últimos anos o Brasil ganhou 20 milhões de trabalhadores assalariados.

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