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Habitação » Será que é hora de comprar um imóvel? Parece que sim Desaceleração das vendas e estabilização de preços na Região Metropolitana do Recife ajudam os compradores

Thatiana Pimentel

Publicação: 18/08/2014 14:03 Atualização: 18/08/2014 14:54

Números comprovam um período favorável para quem quer sair do aluguel. Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press
Números comprovam um período favorável para quem quer sair do aluguel. Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press
Chegou a hora para quem quer comprar imóvel na Região Metropolitana do Recife (RMR). Após um “boom” de quatro anos, o mercado local está entrando em um período de desaceleração das vendas e estabilização de preços. Isto não significa uma bolha que estourou, uma vez que os valores não estão caindo. Mas os números comprovam um período favorável para quem quer sair do aluguel. O índice Fipe Zap, que acompanha os preços dos imóveis à venda na internet, confirma perspectiva positiva aos consumidores. O índice aponta que os valores do metro quadrado em julho tiveram uma “alta” de 0,1%, taxa maior apenas que a registrada em julho de 2010, que foi de - 0,1%.

Corroborando, o Índice de Velocidade de Vendas de Imóveis Novos (IVV), calculado pela Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), indica que junho deste ano teve o menor crescimento desde abril de 2009, fechando em 6%. Comportamento semelhante ao de todo o primeiro semestre, que teve a menor velocidade desde 2009, com média de 7,9%. Para Thobias Silva, gerente da unidade de pesquisas da Fiepe, os consumidores não têm tanto poder nas negociações há mais de cinco anos. “A desaceleração vem desde o final de 2012. Só que, neste ano, o cenário de acomodação se consolidou. Agora, as empresas têm que se esforçar mais dando vantagens, descontos e facilidades.”

O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE), André Callou, confirma o bom momento para a compra. “Esta é a fase menos agressiva do mercado desde 2009. Os preços vinham flutuando principalmente por causa da alta nos valores dos terrenos. Só que surgiram novas localidades e os preços dos terrenos ficaram mais reais.” Segundo ele, o bom deste período é que os consumidores podem comprar e ainda ver uma valorização no imóvel.

O empresário Antônio Palha, que acaba de comprar um apartamento novo em Boa Viagem, está realizado com o investimento. Ele adquiriu há 30 dias uma unidade do Le Parc, empreendimento da construtora Cyrella com 170 metros quadrados, cujo valor foi de R$ 1,2 milhão. “Consegui comprar por um preço bom, porque vendi outro apartamento por R$ 700 mil, que comprei há três anos por R$ 320 mil.” Já Manuel Fernandes, assistente de faturamento, precisou ampliar sua busca. “Queria comprar um apartamento na Várzea ou no Cordeiro, mas terminei fechando contrato em Paulista.”

“Achado”

A coordenadora de pesquisas Lêu Brito começou a procurar um apartamento para alugar em julho de 2013. Buscando um imóvel com dois quartos e em uma área central da RMR, viu os meses passando e nenhuma placa de aluga-se nos bairros onde queria morar. No jornal, poucos anúncios. Quando encontrava uma unidade, os preços eram assustadores. Em março, conseguiu um “achado” em Olinda, com cerca de 70 metros quadrados, custando R$ 750 mensalmente. “Já estava desesperada. Não tinha nenhuma outra opção.”
Poucos meses depois, voltando aos mesmos bairros desejados que incluíam Campo Grande, Encruzilhada, Carmo, Amparo e Bairro Novo, Lêu encontrou outro cenário. “Hoje, vejo muitas placas e fico sabendo de vários apartamentos com valores mais baixos. O cenário de aluguel mudou”, ressalta. O economista Antônio Pessoa concorda. “Essa acomodação dos preços é um fenômeno nacional.”

De acordo com ele, o mercado imobiliário esfriou e essa desaceleração dos lançamentos e das vendas têm reflexos diretos no aluguel. Ele acredita que o comportamento dos preços pode fugir à regra, dependendo do bairro e do tipo de imóvel procurado.

“Alguns bairros como Boa Viagem, Casa Forte, não sentem tanto essa estabilização porque continuam tendo uma demanda grande. Mas os imóveis menores, de dois quartos, mesmo nestes bairros, podem estar com aluguéis mais baratos.” Isto porque, segundo Pessoa, o estado passa por um segundo momento de ocupação. O primeiro ocorreu entre 2010 e 2013, período de construção dos grandes empreendimentos de Suape. “Essa fase trouxe muitos trabalhadores ao estado. Agora, esse fluxo já minguou.”

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