• (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Empreendedorismo » Negócios à parte? Não entre esses amigos Três histórias de empreendimentos que surgiram da amizade entre os sócios

Pedro Maximino - Diario de Pernambuco

Publicação: 17/08/2014 08:00 Atualização: 17/08/2014 14:22

José Neves, Gian Cintra e Henrique González se juntaram para abrir a Dreams Intercâmbios. Foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press
José Neves, Gian Cintra e Henrique González se juntaram para abrir a Dreams Intercâmbios. Foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press

A sabedoria popular já diz que “amigos, amigos, negócios à parte”. Dividir as responsabilidades de um negócio com alguém já conhecido pode pode ser um alívio, mas também é preciso considerar certos cuidados e limites para que a empresa prospere e a amizade continue firme e forte.

Michele Sobral, professora de administração da Faculdade dos Guararapes, diz que é bastante comum procurar os amigos para começar um novo negócio. “Não é fácil confiar em alguém para dividir funções numa empresa. Por isso, os empreendedores procuram pessoas que já conheçam muito bem, como amigos de longa data.”

Para Michele, ter alguma experiência em comum e objetivos parecidos são fatores que motivam as pessoas a abrirem uma empresa juntas. Foi o que aconteceu com os empresários José Neves, Gian Cintra e Enrique González, que fundaram a Dreams Intercâmbios em março de 2013. Neves conhece González há mais de vinte anos.

“Nos conhecemos ainda na escola e foi lá que viramos amigos, mas depois de tempo fomos para escolas diferentes e perdemos contato”, conta Neves. O reencontro só veio a acontecer na faculdade. “Ele foi cursar administração na mesma faculdade que eu.” Ainda na faculdade, González foi fazer intercâmbio na Inglaterra e convidou Neves e Cintra, a quem conhece há sete anos.

O tempo que eles passaram lá foi decisivo para criação da Dreams alguns anos depois. “Um dia, liguei para Enrique e falei que queria montar uma empresa na área de intercâmbio. Mas ele respondeu que Gian já tinha uma empresa do ramo, que lidava diretamente com escolas.” A dupla entrou em contato com Gian e juntos eles reformularam a empresa, surgindo assim a Dreams Intercâmbios.

Neves conta que o trio toma cuidado para separar as relações pessoais das profissionais. “Como nós já tínhamos experiência de outros empregos, não foi difícil firmar a divisão entre os dois lados”, afirma Neves. E para não ter problema na hora de tomar decisões, cada sócio fica responsável por um setor da empresa. Segundo Neves, ele fica responsável pelo marketing, enquanto González cuida das finanças e Cintra com o comercial.

Amizade de berço

Zeev Katz e Sérgio Lomachinsky tocam a Tec Saúde, especializada em engenharia hospitalar, com Iliane Alencar. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press
Zeev Katz e Sérgio Lomachinsky tocam a Tec Saúde, especializada em engenharia hospitalar, com Iliane Alencar. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press
Já os sócios Zeev Katz e Sérgio Lomachinsky preferem resolver entre eles mesmos todas as decisões da Tec Saúde, empresa especializada em engenharia hospitalar. A amizade começou ainda no berço, por conta dos pais, que também trabalhavam juntos. “Meu pai era proprietário de uma construtora, enquanto o pai de Sérgio era arquiteto e projetava as obras”, conta Katz.

A relação próxima dos pais fez com que eles se tornassem amigos. “Estudamos no mesmo colégio e tínhamos interesses parecidos.” Foi o começo de uma amizade que hoje tem quase 35 anos. Os interesses próximos se fizeram valer até depois do colégio. Katz foi fazer faculdade de engenharia elétrica, e Lomachinsky, eletrônica. Depois de formados, os dois foram trabalhar na mesma área: saúde.

“Sérgio começou a trabalhar em um hospital, enquanto eu trabalhava no Ministério da Saúde”, lembra Katz. Com tantas similaridades, bastou uma ligação de Katz para os dois resolverem se unir para criar o próprio negócio. Katz afirma que uma das chaves para o sucesso é compreender o lado do outro. “Em alguns momentos é preciso ceder de um lado ou de outro, para manter a harmonia e boa convivência no ambiente de trabalho.”

Temaki

Jaderson Santos e Rodrigo Dantas inauguraram a temakeria TowerConi, na Madalena. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press
Jaderson Santos e Rodrigo Dantas inauguraram a temakeria TowerConi, na Madalena. Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A Press
Na Towerconi Temakeria, a ideia de começar um negócio só entrou em prática depois de muito planejamento. Jaderson Santos e Rodrigo Dantas são dois dos sócios do restaurante e amigos há mais de 15 anos. Apesar da amizade de longa data, demorou até os dois se unirem para criar o restaurante.

Santos já tinha o ímpeto empreendedor e tinha duas empresas quando Dantas o procurou com a ideia de criar um negócio próprio. “Ele me ligava e sugeria a ideia, mas não sabíamos em que mercado atuar.” A solução veio com a observação do mercado de restaurantes na cidade. “Percebemos que o poder aquisitivo do recifense estava aumentando, e por isso tinha mais gente indo comer fora de casa.”

A escolha por oferecer culinária japonesa veio por ser algo que os sócios já gostavam de consumir. “Como eu já tinha outras duas empresas, só queria abrir outra se fosse para trabalhar com o que me desse brilho nos olhos”,  conta Santos.  Depois da decisão tomada, ainda entraram na sociedade dois parentes de Santos. Para ele, a vantagem de trabalhar entre amigos é a flexibilidade e a compreensão.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »

Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.