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Dívida argentina » Credores europeus apelam contra ordem judicial que bloqueou depósito argentino

AFP - Agence France-Presse

Publicação: 15/08/2014 19:34 Atualização:

Os ministros argentinos do Planejamento e Investimento Público, Julio de Vido (e), e da Economia, Axel Kicillof, conversam em uma cerimônia na Casa Rosada, em Buenos Aires. Foto: © AFP/Daniel Garcia (Os ministros argentinos do Planejamento e Investimento Público, Julio de Vido (e), e da Economia, Axel Kicillof, conversam em uma cerimônia na Casa Rosada, em Buenos Aires. Foto: © AFP/Daniel Garcia)
Os ministros argentinos do Planejamento e Investimento Público, Julio de Vido (e), e da Economia, Axel Kicillof, conversam em uma cerimônia na Casa Rosada, em Buenos Aires. Foto: © AFP/Daniel Garcia
Um grupo de credores europeus de títulos argentinos apresentou nesta sexta-feira à Corte de Apelações de Nova York uma ação legal contra a ordem judicial que bloqueou um pagamento da Argentina a seus credores, no litígio de Buenos Aires com os fundos especulativos.

Conforme demonstram os documentos consultados pela AFP, os credores europeus questionam a ordem do juiz nova-iorquino Thomas Griesa, que no dia 6 de agosto ratificou que o depósito feito por Buenos Aires foi ilegal e manteve o bloqueio dos recursos.

Griesa bloqueou no fim de junho um pagamento do governo argentino no valor de 539 milhões de dólares pelos títulos reestruturados em 2005 e 2010 para obrigar o país a cumprir sua decisão a favor dos fundos especulativos.

Apesar do vencimento do prazo de carência no dia 30 de julho e de negociações de última hora em Nova York com a presença do ministro da Economia Axel Kiciloff, a Argentina decidiu não aceitar a exigência do juiz de pagar 1,33 bilhão de dólares aos fundos que o país chama de "abutres" por terem comprado a dívida já em moratória.

O pagamento dos títulos aos fundos especulativos dispararia uma cláusula dos contratos de reestruturação de 2005 e 2010, obrigando o país a igualar os pagamentos aos demais credores. Isso seria financeiramente inviável para o país, afastado dos mercados internacionais de capitais e com dificuldades de acesso a divisas.

Com o pagamento bloqueado no Bank of New York (BONY), as agências de classificação de risco declararam a Argentina em moratória parcial.

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