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Alter ego » Operação conjunta da Receita e PF identifica quadrilhas que fraudavam CPF

Publicação: 12/08/2014 16:47 Atualização: 12/08/2014 17:51

Equipes detectaram a participação de servidores dos Correios. Foto: Polícia Federal/Divulgação
Equipes detectaram a participação de servidores dos Correios. Foto: Polícia Federal/Divulgação
Uma ação para desarticular quadrilhas especializadas em fraudar bases de dados da Receita Federal, especificamente o Cadastro de Pessoa Física (CPF) foi deflagrada nesta terça-feira (12) pela Receita, em conjunto com a Polícia Federal. A Operação Alter Ego quer coibir essa prática, que acaba resultando na abertura de empresas fantasmas, realização de empréstimos bancários e outras ações ilegais, com a posse dos dados do CPF.

A operação ocorre, simultaneamente, em Pernambuco, Pará, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. No estado, a ênfase é na Região Metropolitana do Recife (Recife, Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes). Estão sendo cumpridos sete mandados de prisão preventiva, 17 mandados de busca e apreensão, 14 mandados de condução coercitiva, 19 ordens de identificação criminal e de 7 afastamento de agentes públicos.

As medidas, segundo informações da assessoria da Receita, estão a cargo de 110 Policiais Federais (agentes, escrivães, papiloscopistas, peritos e delegados) e 50 servidores da Receita Federal do Brasil (auditores e analistas), perfazendo um total de 160 pessoas distribuídas em 20 equipes. Durante o transcurso das investigações que tiveram início através da Receita Federal em meados de 2012, já foram indiciadas até o presente momento, 16 pessoas em inquérito policial.

A operação foi iniciada após análise de risco interna da Receita Federal por meio de seus escritórios de corregedoria. Nesta análise, foi detectado que alguns servidores e empregados dos Correios, entidade conveniada para inserção e alteração de CPFs, estavam envolvidos na emissão de centenas de CPFs com indícios de fraude. Há pouco mais de um ano, após o início da investigação conjunta foi possível colher provas da existência de três quadrilhas especializadas nessa atividade criminosa.

Os principais crimes investigados são de inserção e alteração de dados falsos em sistemas informatizados públicos, corrupção passiva e corrupção ativa (todos com penas para cada crime de 2 a 12 anos) além de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Com o objetivo de fortalecer as provas já existentes, espera-se, nesta fase, durante análise do material apreendido, conhecer dados de diversos outros CPFs criados fraudulentamente.

      

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