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Inflação » Dragão de ressaca depois da Copa Queda nos preços das diárias dos hotéis e das passagens aéreas faz inflação fechar julho em -0,26% na RMR e em 0,01% na média nacional

Tatiana Nascimento - Diário de Pernambuco

Publicação: 09/08/2014 15:02 Atualização:

Agosto pode até ser conhecido como o mês do desgosto. Mas trouxe uma boa notícia para os moradores da Região Metropolitana do Recife (RMR), que conviveram com a inflação mais alta do país por dois meses seguidos. Os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), divulgados ontem pelo IBGE, apontaram uma inflação negativa na RMR em julho. O resultado do mês passado foi -0,26%, o segundo melhor entre as 13 regiões pesquisadas, atrás apenas de Salvador (-0,61%).

Na média nacional, o IPCA de julho ficou praticamente estável em 0,01%, a menor taxa desde o 0% de junho de 2010. Os bons números do mês passado refletem especialmente o fim da Copa do Mundo. Mas não têm nada a ver com aquele fatídico 7 x 1.

Se colocou o sonho do hexa brasileiro para debaixo do tapete, o encerramento da Copa ao menos fez com que diárias de hotéis e passagens aéreas ficassem mais em conta. Em julho, o destaque na RMR foi o subitem despesas pessoais, que apresentou redução de 2,64%. É aí que estão as diárias dos hotéis. Em junho, elas tinham subido 31,69%. Caíram 18,58% no mês passado. Já o subitem transportes apresentou redução de 0,25%. As passagens aéreas repetiram o resultado dos hotéis. A alta de 11,03% em junho passou para uma queda de 20,24% em julho. A coordenadora de índice de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, reforçou que o desempenho do IPCA em todo o país teve o “retorno da Copa.”

O subitem alimentos e bebidas foi outro que apresentou queda em julho (mais uma). Depois dos 0,22% de junho, foram 0,25%. A queda no preço da batata inglesa foi de 13,35%. O tomate parece ter abandonado de vez a vilania de outros tempos e apresentou uma redução de 17,07%. Até os bebedores de cerveja saíram no lucro, com a queda de 0,24% nas compras feitas em supermercados. Mas o preço da loira gelada em bares ou restaurantes apresentou alta (1,95%).

“A notícia é boa. Mas é uma desaceleração típica para esse período do ano. Geralmente, a inflação de julho é mais baixa”, disse Luiz Maia, economista e professor da UFRPE. Ele lembrou ainda que os fatores que ajudaram a trazer a inflação para baixo agora não devem se repetir.

Os dados divulgados pelo IBGE trouxeram outra boa notícia para a RMR, que deixou de ter a maior inflação acumulada do ano. Ficamos com 4,13%. Curitiba lidera: 4,44%. A média nacional foi de 3,76%. Como nem tudo são flores, a inflação de 6,88% acumulada nos últimos 12 meses ainda está acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central (6,50%). Já a média nacional ficou exatamente no teto.

“O fato de a inflação ter vindo mais baixa do que era esperado pelos analistas é um sinal de que ela não deve estourar a meta neste ano. Mas ainda temos que esperar os números de agosto e setembro para chegar a uma conclusão”, destacou Luiz Maia.

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