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Emprego » Trabalhador brasileiro come muito mal Pesquisa do Conectaí (braço online do Ibope) mostra que apenas 56% dos profissionais dizem se alimentar de maneira saudável

Pedro Maximino - Diario de Pernambuco

Publicação: 09/08/2014 08:00 Atualização: 05/08/2014 17:57

Hábito de não lanchar entre o café da manhã e o almoço faz com que a pessoa procure compensar com comida gordurosa. Foto: Thiago Veloso/OIMP/D.A Press
Hábito de não lanchar entre o café da manhã e o almoço faz com que a pessoa procure compensar com comida gordurosa. Foto: Thiago Veloso/OIMP/D.A Press

As mudanças econômicas do Brasil estão modificando a forma como o trabalhador brasileiro come. Antes o feijão com arroz era o padrão. Mas o dia a dia cada vez mais corrido tem feito com que o trabalhador preste menos atenção ao que coloca no prato. De acordo com uma pesquisa feita pelo Conectaí (braço online do Ibope) e encomendada pela empresa de benefícios Alelo, apenas 56% dos brasileiros afirmam se alimentar de maneira saudável.

“A alimentação saudável ainda não está entre as prioridades do trabalhador”, diz Ellen Mueratti, diretora executiva da Alelo e coordenadora da pesquisa. “Quando vai comer fora, o brasileiro pensa em primeiro lugar no dinheiro, higiene e oferta de comida. Só depois pensa na qualidade do que está comendo.” Segundo a pesquisa, 40% dos trabalhadores se sentem indispostos depois do almoço, o que prejudica o rendimento do trabalho no período da tarde.

“Acontece que muitos trabalhadores costumam passar grandes intervalos de tempo sem comer. Normalmente, tomam o café da manhã em casa e só comem de novo na hora do almoço”, diz a nutricionista Rosana Peri. Esse hábito faz com que a pessoa queira compensar na refeição do meio-dia. O problema é quando a compensação acontece de maneira exagerada. Segundo Rosana, “a vontade de comer leva o funcionário a consumir uma grande quantidade de comida oleosa e gordurosa, algo que pode gerar um mal estar pouco depois”.

Para evitar comer em excesso na principal refeição, a dica é fazer um pequeno lanche no intervalo entre o café da manhã e o almoço. “O funcionário já pode levar de casa alguma comida, como barra de cereal ou frutas secas”, diz a nutricionista. Mas ela faz uma advertência. “Nesses lanches, é bom evitar alimentos com muita caloria, como chocolate e biscoito recheado. Eles passam a impressão de satisfação mas têm poucos nutrientes.”

O prato ideal para a aguentar a jornada de trabalho à tarde deve ser bastante equilibrado. Segundo a nutricionista, o almoço deve ter pelo menos um alimento rico em carboidratos (arroz, inhame, macaxeira, farofa), um rico em proteína (carne, peixe, ovo), vitaminas e minerais, além do feijão, rico em ferro.

Exercícios

Laudenor sempre reserva tempo para fazer exercícios durante a semana. Foto: Ivan Melo/Esp. DP/D.A.Press
Laudenor sempre reserva tempo para fazer exercícios durante a semana. Foto: Ivan Melo/Esp. DP/D.A.Press
A atenção ao prato deve vir aliada à prática de exercícios físicos. As oito horas por dia que os brasileiros passam trabalhando, normalmente na mesma posição, podem trazer prejuízos sérios à saúde. Obesidade, problemas ósseos e má digestão são alguns dos resultantes da falta da prática regular de exercícios físicos. “Fazer exercícios regularmente é bom para o corpo, pois diminui o estresse e libera a serotonina, o hormônio do bem-estar”, explica Rosana Peri.

Segundo a pesquisa do Conectaí, 74% dos trabalhadores brasileiros que comem fora de casa costumam praticar atividades físicas. E entre eles, 19% optam por esportes coletivos. Os recifenses são os maiores adeptos da prática, seguidos pelos baianos e pelos porto-alegrenses. Quem faz parte dessa estatística é o bancário Laudenor Domingos. Consultor de investimentos durante o dia, ele reserva um tempo para jogar voleibol com um grupo de amigos duas vezes por semana.

“É ótimo porque ganho condicionamento físico ao mesmo tempo que alivio o estresse do dia a dia”, conta Laudenor. De acordo com Rosana, “o esporte coletivo relaxa o corpo e favorece o convício social. As pessoas precisam criar uma relação de confiança para alcançar bons resultados, o que pode ser refletido no ambiente de trabalho.”

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