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Greve geral » Trabalhadores da Refinaria e Petroquímica param as atividades por tempo indeterminado

Diario de Pernambuco

Publicação: 07/08/2014 15:47 Atualização: 08/08/2014 09:49

Assembleia em Suape tratou da campanha salrial 2014/2015, segundo o Sintepav-PE (Sintepav-PE/Divulgação)
Assembleia em Suape tratou da campanha salrial 2014/2015, segundo o Sintepav-PE
As obras da Petroquímica Suape e da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) amanheceram paralisadas, na manhã desta quinta-feira (7), depois que cerca de 30 mil operários realizaram uma assembleia geral, realizada em frente portão dois da refinaria, às 7h, e votaram por cruzar os braços por tempo indeterminado.

A greve geral foi decretada em função da campanha salarial 2014/2015 e, segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral no estado de Pernambuco (Sinteapav/PE), tem a adesão de 38 mil funcionários no momento.

De acordo com o Sintepav-PE, a principal reivindicação da categoria é um reajuste salarial de 13%. Além dessa correção, os operários também querem um aumento de R$ 98 no valor da cesta básica (passando de R$ 310 para R$ 408) e mais um adicional de periculosidade de 30% direcionado a todos os funcionários das Petroquímica e da Rnest.   

De acordo com o diretor de fiscalização do sindicato, Leodelson Bastos, o sindicato patronal sinalizou um reajuste salarial de 7,5% e apenas R$ 10 de acréscimo no valor da cesta básica. Além disso, segundo Bastos, as empresas querem parcelar o adicional de periculosidade, que a classe de trabalhadores não aceita. Procurada pela reportagem do Diario, a Petrobras, que responde oficialmente pela Rnest e Petroquímica, não comentou a paralisação e informou, em nota, que “depois de normalizadas as atividades, a Petrobras tomará as medidas necessárias de forma que não ocorra impactos na partida da Refinaria".

“O pleito já era um direito previsto em acordos anteriores, que não está sendo cumprido. Em todas as outras refinarias os trabalhadores têm esse direito garantido, menos aqui em Pernambuco”, afirmou Bastos. Sobre a proposta do sindicato patronal, o diretor do Sintepav-PE disse que o valor proposto na cesta básica (R$ 10) “não supre as necessidades dos trabalhadores”. “Não vamos aceitar”, pontuou Bastos.

O Sintepav-PE confirmou uma nova assembleia a ser realizada às 7h da próxima segunda (11) para deliberar sobre os rumos da greve, dependendo do posicionamento do patronato. O órgão informou que caso as empresas não sinalizem pelo cumprimento do pleito a greve vai continuar.

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