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Aeroportos » Brasília e Curitiba: turbulências com pessoal terceirizado

Correio Braziliense

Publicação: 07/08/2014 08:40 Atualização:

O atual momento dos maiores aeroportos do país, com grande movimento e alvo de pesados investimentos públicos e privados, não tem impedido graves falhas administrativas. Ontem, por exemplo, os terminais de Brasília e Curitiba foram palco de transtornos gerados por terceirizados. Na capital federal, um grupo de caminhoneiros responsável por tirar entulhos das obras ameaçou obstruir o abastecimento de aeronaves. No Paraná, faltou funcionários nas esteiras e nos raios-X.

Após o protesto por falta de pagamento, a RM Transporte, prestadora de serviços do Aeroporto Juscelino Kubitschek, frustrou os empregados e as empresas parceiras, ao não repassar a eles parte dos R$ 100 mil que recebeu ontem da concessionária Inframérica. Situações como essa, envolvendo terceirizadas e serviços públicos, têm sido comuns, sobretudo na Esplanada dos Ministérios. O protesto organizado por cerca de 20 pessoas, donos de caminhões e motoristas, fechou com 12 veículos as duas vias de acesso à Base Aérea por volta das 8h. A obstrução total durou 15 minutos, mas o ato se estendeu até as 10h.

Para limpar o canteiro de obras no JK, a Helvix, empresa contratada pela Inframérica para cuidar da reforma e ampliação do terminal, recorreu à RM Transporte, que, por sua vez, mobilizou 35 caminhões de terceiros. Um dos responsáveis pelas operações, o empresário Elioni Menezes da Silva, 37 anos, não escondeu a insatisfação com o descaso. Dono de três veículos, atendeu a terceirizada de 20 de março a 13 de maio, mas só recebeu até abril. O valor devido de maio, R$ 30 mil, está pendente.

“A companhia nos informou que estava aguardando o pagamento de R$ 100 mil. Recebemos um boleto via e-mail da Inframérica, que depositou direto na conta da RM Transporte, mas não tivemos retorno algum”, reclamou. Ele e outros caminhoneiros foram até o escritório da empresa, uma casa no Gama, mas deram com a cara na porta fechada. “Conversamos com a vizinhança e nos informaram que os donos saíram e foram para uma fazenda. Até a empregada de lá não foi encontrada”, afirmou.

A reportagem do Correio tentou contato com a RM Transporte, mas não obteve retorno. A Helvix esclareceu que está em contato direto com a contratada para sanar todas as pendências nos próximos dias. A Inframérica comunicou que acompanha a negociação entre o consórcio construtor e a transportadora, descartando problemas nas operações no terminal em razão do protesto.

A falta de terceirizados atrasou ontem os passageiros em Curitiba nas inspeções de raios-X e detectores de metal, levando funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), administradora do terminal, a operar os equipamentos. Passageiros tiveram que esperar  40 minutos para chegar aos portões de embarque. A estatal explicou que o contrato com a Aeropark, que fornecia 141 empregados ao terminal Afonso Pena, foi rescindido em 31 de julho.

Abear defende mais concessões

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) entregou ontem ao governo carta na qual defende a continuidade do processo de concessão de aeroportos à iniciativa privada e, no caso de aeroportos em regiões centrais das cidades, uma mudança no modelo adotado nas licitações anteriores. Segundo o presidente da instituição, Eduardo Sanovicz, o documento foi encaminhado ao ministro da Secretaria da Aviação Civil, Moreira Franco, e será entregue aos presidenciáveis. O executivo propõe que o governo inclua no processo de aeroportos, como os de Santos Dumont (RJ), Congonhas (SP), Salvador, Porto Alegre, Curitiba e Fortaleza.

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