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Combustíveis » Guido Mantega: gasolina vai subir

Correio Braziliense

Publicação: 06/08/2014 08:45 Atualização:

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que em todos os anos houve correção nos preços da gasolina e que o comportamento do governo é continuar com reajustes normais, mas negou que haverá “tarifaço”. “Todos os anos há correção do preço da gasolina, uns mais outros menos, todos os anos há correção. Não houve nenhum ano que não teve aumento da gasolina, essa é a regra”, afirmou o ministro em entrevista à agência Reuters.

Sobre quando ocorrerá o aumento, Mantega ressaltou que se trata de uma decisão que mexe com o comportamento das ações no mercado e, por isso, não se comentaria. “É questão das empresas responsáveis”, acrescentou o ministro, que é presidente do Conselho de Administração da Petrobras. A tendência é a alta venha logo após as eleições.

Sua declaração foi feita logo após ser questionado se, com o arrefecimento da inflação mais para o fim deste semestre, haveria espaço para ajustes nos preços administrados. “Nosso comportamento é continuar com reajustes normais (da gasolina), sem tarifaço”, resumiu.

Defasagem

A diretoria da Petrobras tem pleiteado ao governo reajuste dos preços dos combustíveis para reduzir a defasagem dos valores praticados no Brasil com os vistos no exterior, algo que afeta as finanças da companhia. A gasolina tem um peso importante no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que orienta a meta de inflação do governo que é de 4,5% ao ano, com margem de tolerância de dois pontos para mais ou para menos.

Carestia

Com o IPCA em 12 meses acima do teto da meta atualmente, o governo tem menos espaço para elevar preços administrados como os dos combustíveis. A última vez em que houve reajuste nos preços da gasolina foi em novembro do ano passado, quando a Petrobras anunciou aumento médio de 4% da gasolina e de 8% no diesel nas refinarias. Na época, especialistas calcularam que a alta da gasolina ao consumidor final seria de cerca de 3%.

Em maio, Mantega ressaltou que não havia qualquer represamento da tarifa da gasolina e tampouco um movimento deliberado do governo para segurar preços administrados. “A gasolina tem sofrido aumento todo ano no Brasil. Não é verdade que os aumentos estão represados”, contemporizou à época.

Ele argumentou que a chance de novo reajuste nos preços de combustíveis era uma decisão a ser tomada pela diretoria da Petrobras e pelo conselho de administração da estatal, mas “não sei quando, como ou de quanto”. De lá para cá, a situação do caixa da maior empresa brasileira não deu sinais de melhoras, justamente pela falta de adequação de seus preços domésticos aos externos.

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