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Transferência » Bolívia compra ações da Petrobras em transportadora de gás para o Brasil

Publicação: 05/08/2014 19:53 Atualização:

A Bolívia exportou gás natural ao Brasil e à Argentina, no valor de 3,537 bilhões de dólares, entre janeiro e julho de 2013, 22,7% a mais do que no mesmo período de 2012. Foto: © AFP/Aizar Raldes  (A Bolívia exportou gás natural ao Brasil e à Argentina, no valor de 3,537 bilhões de dólares, entre janeiro e julho de 2013, 22,7% a mais do que no mesmo período de 2012. Foto: © AFP/Aizar Raldes )
A Bolívia exportou gás natural ao Brasil e à Argentina, no valor de 3,537 bilhões de dólares, entre janeiro e julho de 2013, 22,7% a mais do que no mesmo período de 2012. Foto: © AFP/Aizar Raldes
A estatal boliviana de petróleo YPFB assumiu nesta terça-feira o controle da  empresa Transierra, que transporta gás natural para o Brasil, com a compra de todas as ações da Petrobras e da companhia francesa Total, por 133 milhões de dólares. "O que a YPFB fez foi comprar as ações da Total e da Petrobras, somando 55,5% das ações (das duas empresas), com os quais passa a ter o controle do que antes era a Transierra", afirmou em um ato público o ministro boliviano de Hidrocarbonetos, Juan José Sosa.

A YPFB comprou os 55,5% das ações da Transierra, que pertenciam às duas companhias: 44,5% da Petrobras e 11% da Total. O restante, 44,5%, permanece nas mãos da empresa YPFB-Andina, consórcio formado pela mesma YPFB e pela espanhola Repsol, explicou a estatal boliviana à AFP.

A Transierra S.A., que agora passou a se chamar Transierra-YPFB, transporta cerca de 31 milhões de metros cúbicos diários de gás, dos megacampos no sul da Bolívia até a fronteira com o Brasil, em direção ao mercado de São Paulo.

O gasoduto, que também bombeia para o mercado local, foi construído pela Petrobras em meados da década de 1990.

O ministro Sosa destacou que o processo de compra de ações foi "um acordo satisfatório para ambas as partes, sem qualquer tipo de controvérsia".

Desde a chegada de Evo Morales à Presidência, em janeiro de 2006, a Bolívia nacionalizou as empresas de gás e petróleo, eletricidade, telecomunicações, além da administração de aeroportos.

Ao colocar essas medidas em prática, o Estado boliviano recorreu inclusive à ocupação militar de campos de petróleo e gás e pressionou para a assinatura de novos contratos de associação, razão pela qual o país foi processado em tribunais de arbitragem internacionais.

O presidente Evo Morales, presente no ato, destacou a participação do Estado boliviano na cadeia produtiva de gás natural.

A exploração ainda está a cargo de empresas transnacionais, que hoje têm contratos de serviço com o Estado boliviano.

O fornecimento de gás para o Brasil faz parte de contratos de compra-venda firmados entre os dois países em 1997, por duas décadas.

A Bolívia também abastece a Argentina com cerca de 17 milhões de metros cúbicos diários de gás e deve chegar aos 27 até 2027, segundo acordos bilaterais.

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