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Prejuízo contábil » Bradesco tem perda com BES

Correio Braziliense

Publicação: 05/08/2014 09:35 Atualização:

O Bradesco emitiu comunicado ontem (4) informando que vai registrar como prejuízo contábil de R$ 356 milhões a participação de 3,9% que detém no capital do Banco Espirito Santo (BES), colocado sob intervenção do governo português no domingo à noite, depois de um longo período de derrocada financeira.

As autoridades de Lisboa anunciaram que vão injetar 4,9 bilhões de euros (US$ 6,58 bilhões) para salvar a instituição, a maior organização bancária privada do país. Mesmo com o anúncio da perda, as ações ordinárias do Bradesco subiram 1,65% ontem na Bolsa de Valores de São Paulo.

O Banco de Portugal, o banco central português, se inspirou no Proer, programa criado pelo governo brasileiro nos anos 1990, para estancar a crise e evitar o contágio do restante do sistema financeiro local. Com o plano, o BES será dividido em um “banco bom”, ou Novo Banco, que abrigará os depósitos, clientes e créditos com boa perspectiva de retorno e será vendido depois de ter as contas saneadas.

Já o “banco ruim” ficará com os ativos problemáticos, como os empréstimos concedidos a empresas do grupo Espirito Santo, muitas delas já em concordata. A responsabilidade pela parte podre do BES será dos acionistas, incluindo a família Espirito Santo, que tem uma fatia de 20%, o banco francês Credit Agricole, com 14,6%, e outros investidores, como o Bradesco, e os detentores de títulos que não têm preferência de pagamento.
 
Pirâmide

O presidente do Banco de Portugal, Carlos Costa, assegurou que os clientes do BES não terão prejuízo e quer os recursos usados no resgate serão recuperados. “O plano não carrega risco para as finanças públicas ou contribuintes”, disse ele. Costa revelou ainda que o BC descobriu que as empresas do Grupo Espirito Santo montaram em 2008 um esquema semelhante ao das chamadas pirâmides financeiras, pelo qual tomavam, sucessivamente, novos empréstimos para pagar dívidas anteriores. Segundo ele, as dívidas estavam dispersas em empresas fora de Portugal, o que dificultou a investigação.

A intervenção do governo português causou alívio nos mercados e ajudou ações de instituições financeiras na Europa. A Bolsa de Valores de Lisboa teve alta de 0,98%, mas o movimento não foi acompanhado por praças como Frankfurt e Londres, que fecharam em baixa, afetadas pelas novas sanções econômicas de países ocidentais contra a Rússia devido à crise na Ucrânia. Em São Paulo, a Bovespa subiu 1,28%, ajudada por rumores sobre nova pesquisa eleitoral desfavorável à presidente Dilma Rousseff.

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