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Combustíveis » Gasolina de preço turbinado

Correio Braziliense

Publicação: 05/08/2014 09:20 Atualização: 05/08/2014 10:39

Foto: Ed Alves/CB/D.A Press/Arquivo
Foto: Ed Alves/CB/D.A Press/Arquivo
Mesmo sem novo reajuste nas tabelas das distribuidoras, o consumidor do Distrito Federal já começa a perceber e a reclamar do aumento dos preços do litro da gasolina na bomba. “No começo do ano, estava menos de R$ 3, depois houve um aumento e passou para um patamar acima. Mas, há duas semanas, senti pesar o bolso de novo: costumava gastar cerca de R$ 150 para encher o tanque e na última vez que fui abastecer, a conta passou de R$ 160”, contou a pedagoga Rafaela Lopes. Ela informou que, apesar de morar perto de três postos em Águas Claras, agora só abastece num perto da escola onde trabalha.

A constatação da consumidora procede. Nos postos BR e Ipiranga, a gasolina aditivada subiu em média R$ 0,12 desde o fim do mês passado. Os frentistas não sabem explicar o motivo do aumento. Já os gerentes têm uma justificativa oficial na ponta da língua: alegam que a distribuidora, a Petrobras, substituiu a gasolina aditivada Supra pela Grid.

A nova gasolina, segundo eles, aumenta a quilometragem rodada e viria com um aditivo melhor que impede o entupimento de bicos e da injeção eletrônica. O gerente Adenor da Silva, do posto BR do Sudoeste, afirmou que a gasolina aditivada e a comum costumavam ter o mesmo preço, mas como a Petrobras mudou o combustível, os novos volumes vieram mais caros. “Daí não deu para segurar. Tivemos que repassar para o consumidor”, explicou.

A reportagem do Correio questionou se poderia ver a nota, mas ele disse que “infelizmente todas já foram mandadas para o escritório central”. A mesma declaração era repetida em outros postos, quando alguém sabia o que responder. O secretário-geral do Sindicombustível-DF, Amazildo de Medeiros, disse que a entidade que representa os postos não iria se pronunciar sobre preço de combustíveis.

Antonio Matias, sócio da rede Gasol, grupo que detém um terço do mercado de combustíveis no Distrito Federal, confirmou a informação do aumento da distribuidora e o repasse à clientela. Mas, quando o assunto é concorrência, o mercado de gasolina em Brasília parece unificado nos preços altos. Em muitos postos, chegam a R$ 3,29. Em outros tantos, as gasolinas aditivada e a comum têm o mesmo preço, cerca R$ 3,14.

A explicação nesse caso seria um maneira de o dono do posto atrair cliente. Poderia até ser, se os preços não fossem uniformizados no teto. Para o médico Dalton Lustosa que mora no Lago Norte e trabalha quatro dias por semana em Taguatinga e dois em Sobradinho, resta apenas usar gasolina comum. Mesmo assim, lamentou que gasta “de R$ 700 e R$ 800 por mês” para abastecer o carro.

Distribuidora nega alta

A Petrobras descarta ter encarecido sua gasolina aditivada. A assessoria de imprensa da estatal respondeu em nota que, realmente, “a gasolina Grid substituiu a Supra como aditivada no portifólio dos postos Petrobras”.

Mas ressalta que a mudança não implicou em aumento no preço. “O preço final nos postos é livre por lei e não sofre qualquer ingerência da Petrobras Distribuidora. Este é definido por cada revendedor, de acordo com sua estrutura de custos fixos e variáveis, política comercial, concorrência com outros postos etc.”, ressaltou.

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