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Análise » Brasil não tem problemas insolúveis, diz Bradesco

Agência Estado

Publicação: 04/08/2014 21:17 Atualização:

O diretor de Pesquisas Macroeconômicas do Bradesco, Octavio de Barros, afirmou que a economia brasileira encontra muitos desafios, mas a "agenda é bem conhecida". "Não há problemas insolúveis", afirmou em palestra para investidores em encontro promovido pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec) Rio.

Ele destacou o cenário macroeconômico brasileiro "em um ambiente de incipiente recuperação global". Em relação à economia mundial afirmou que há uma "recuperação sem comércio". "A dinâmica do comercio mundial está sugerindo um crescimento do PIB mundial aquém do que as agências de classificação sugerem", afirmou. Além disso, afirmou que a visão positiva sobre os Estados Unidos "esbarra em um crescimento global muito fraco".

Sobre a atividade do Brasil, Barros diz que há uma excessiva politização do debate macroeconômico, que prejudica a leitura da economia. Em relação a 2015, avalia que será um ano semelhante a 2003, que teve "um primeiro semestre de ajustes e reformas e um segundo semestre de recuperação da confiança". "Esse é o nosso cenário majoritário."

A previsão do banco para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País é de 1% em 2014 e de 1,5% em 2015, sendo que o economista-chefe da instituição acredita que "haverá mais diálogo entre crescimento do PIB e do consumo das famílias".

O economista-chefe apresentou números de projeções do banco para diversos indicadores. Para o consumo do governo, por exemplo, é projetado aumento de 2,5% neste ano e de um 1% em 2015, "ano de ajuste". O crescimento do comércio varejista restrito é estimado em 3,3% neste ano e 3,5% em 2015. Já a projeção de alta para o varejo ampliado é de 3,2% em 2014 e de 3,5% no próximo ano. Em relação à renda real, a estimativa é de aumento de 2% neste ano e de 1,5% em 2015.

A respeito da taxa de desemprego, Barros informou que a estimativa para este ano é da média ficar em 5,2%, e 5,7% em 2015.

Em relação aos setores da economia, o economista-chefe diz que a indústria é o grande desafio do País. A avaliação é de que o PIB do setor terá queda de 1% neste ano, com aumento de 1,3% em 2015. O setor de serviços, "onde encontramos as maiores pressões inflacionárias", tem previsão de desacelerar, com aumento estimado em 1,6% em 2014 e de 1,5% no ano seguinte. O PIB agrícola, mais sensível a preços de matérias primas, é projetado para ter alta de 2% neste ano e de 3% no seguinte.

Sobre inflação, disse que no momento atual a taxa "reage muito mais ao emprego do que à atividade econômica". A estimativa para o IPCA é de 6,35% neste ano e de 6% em 2015. Os dados do próximo ano já contemplam a previsão de variação da energia elétrica no IPCA, de 14,5%.

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