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Crise » Credores europeus tentam evitar moratória da Argentina

Agência Estado

Publicação: 29/07/2014 20:29 Atualização:

Em uma última tentativa para evitar o calote da Argentina, credores europeus entraram nesta terça-feira, 29, na Justiça dos Estados Unidos com um pedido de emergência para a suspensão da execução da sentença que determina o pagamento, até amanhã, 30, de US$ 1,3 bilhão a um grupo de fundos norte-americanos.

Os europeus pedem a suspensão do prazo por 90 dias ou até o início de janeiro de 2015, caso contrário consideram bem provável que a Argentina entre em default nesta quarta-feira, de acordo um documento dos credores. O argumento é de que, com a suspensão, a Casa Rosada terá mais tempo para negociar formas de evitar um calote.

No mesmo documento, os credores da dívida em euro afirmam que abrem mão da chamada cláusula Rufo, que determina que as mesmas condições oferecidas aos fundos norte-americanos, chamados de "holdouts", precisam ser oferecidas aos agentes que aderiram às duas reestruturações da dívida do país, em 2005 e 2010. Esta cláusula é válida até o final de dezembro de 2014.

Os detentores da dívida em euro afirmam que já entraram em contato com outros investidores interessados em também abrir mão da cláusula Rufo. Juntos, este grupo detêm 5,2 bilhões de euros da dívida do país, segundo o documento. Mas conseguir que outros fundos também abram mão é um processo que leva tempo, pois há investidores em vários países, inclusive no Japão, ressaltam os europeus. Por isso, o pedido de suspensão da sentença.

Na sentença de 16 de junho, o juiz federal Thomas Griesa determinou que os fundos da dívida reestruturada só poderão ser pagos se o governo argentino pagar ao mesmo tempo os "holdouts", que não aderiram à reestruturação. Por isso, um calote amanhã significa que estes investidores também não receberão a dívida. A Argentina depositou US$ 830 milhões em bancos como Bank of New York Mellon e Citibank no final de junho para pagar esse grupo, mas Griesa impediu o pagamento.

"A recusa em suspender a sentença pode levar ao default, causando danos imprevisíveis e sérios para milhões de cidadãos inocentes da Argentina, aos 'holdouts', aos fundos que aderiram às reestruturações e à toda economia global", afirma o documento.

Reunião
Um grupo de representantes do governo argentino se reuniu por cerca de três horas hoje com o advogado Daniel Pollack, nomeado por Griesa para ser o mediador nas negociações entre fundos e a Casa Rosada. A reunião foi suspensa nesta tarde e a expectativa é de que o encontro seja retomado ainda hoje. Também há a possibilidade de o ministro da economia da Argentina, Axel Kicillof, que está na Venezuela, desembarcar em Nova York nesta quarta-feira, último dia de prazo para o pagamento da dívida.

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