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Módulos para plataformas » Empresas fecham acordo para salvar contrato da Petrobras

Agência Estado

Publicação: 25/07/2014 17:29 Atualização:

As empresas Andrade Gutierrez e Iesa Óleo e Gás chegaram a um consenso para dar continuidade à produção de 24 módulos que serão usados em plataformas da Petrobras. O acordo salva um contrato de cerca de US$ 800 milhões firmado pela estatal inicialmente com a Iesa, que passa por uma crise financeira e precisou buscar um parceiro para o projeto no Polo Naval do Jacuí, na cidade gaúcha de Charqueadas.

O acerto, que vem sendo costurado há semanas, deve ser oficializado em breve. Fontes envolvidas na negociação confirmaram ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que Iesa, Andrade Gutierrez e Petrobras se reuniram nesta quinta-feira, 24, no Rio de Janeiro e definiram os detalhes da operação. "Há 99,9% de chances de que saia", disse uma das fontes. Falta a assinatura da estatal, esperada para os próximos dias.

O acordo deve envolver uma associação entre Iesa e Andrade Gutierrez no Polo Naval do Jacuí, mas os detalhes são desconhecidos. Existe a possibilidade de que o número de módulos e o valor do contrato sejam revistos, para cima ou para baixo. Originalmente, havia a opção de ampliação da encomenda para 32 unidades, o que elevaria a cifra para US$ 911,3 milhões.

Procurada pela reportagem, a Petrobras ainda não se pronunciou sobre o assunto. Já a Andrade Gutierrez admitiu a conclusão das negociações, mas disse que só se posicionará "após a assinatura final do contrato".

Em nota distribuída hoje à imprensa, o governo gaúcho comemorou o desfecho positivo da questão. "A entrada de um grupo com atuação internacional (Andrade Gutierrez) atesta a atratividade da indústria naval no Rio Grande do Sul", afirmou o secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik.

Há dez dias, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, se reuniu em Porto Alegre com o governador gaúcho, Tarso Genro, e pediu ajuda para acelerar a negociação entre Iesa e Andrade Gutierrez. O principal receio da Petrobras é de que o atraso na entrega dos módulos prejudique o cronograma de produção das plataformas do pré-sal.

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