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Aperfeiçoamento » Destinos alternativos e mais em conta atraem brasileiros que buscam intercâmbio Entre os novos destinos procurados pelos intercambistas estão Malta e África do Sul. Preços podem ser quase 50% mais baratos que os de países mais tradicionais

Pedro Maximino - Diario de Pernambuco

Publicação: 19/07/2014 08:00 Atualização: 11/07/2014 22:46

Carolina fez um intercâmbio de três meses em Malta enquanto ainda cursava direito. Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press
Carolina fez um intercâmbio de três meses em Malta enquanto ainda cursava direito. Foto: Roberto Ramos/DP/D.A Press
O sonho do intercâmbio está cada vez mais próximo da realidade dos brasileiros. Antes, a possibilidade de passar meses estudando em outro país era para poucos. Hoje, a popularização de destinos alternativos e mais compatíveis com o orçamento faz com que mais pessoas tenham a chance de aprimorar o idioma estrangeiro longe de casa.

Uma dessas pessoas é a advogada Carolina Barbalho, que foi fazer um intercâmbio de três meses em Malta, país insular localizado no sul da Europa, enquanto ainda estava cursando direito. “Queria a oportunidade de melhorar meu inglês em outro país, mas sem ter que atrasar o curso superior”, conta. Quando decidiu fazer intercâmbio, a primeira opção dela foi o Canadá, na América do Norte.

“Acabei mudando de ideia porque iria gastar muito dinheiro com roupas de inverno, já que a viagem era no fim do ano”, diz Carolina. Outro fator que desencorajou  advogada foi a grande quantidade de brasileiros presentes na América do Norte. “A intenção do intercâmbio era para aprimorar meu inglês. Se encontrasse muitos brasileiros, eu falaria muito português e a viagem seria em vão.”

Entre os destinos alternativos e econômicos, a ilha de Malta está se tornando, aos poucos, um dos mais requisitados pelos brasileiros. “Malta é um país que lembra muito o arquipélago de Fernando de Noronha”, explica Marcelo Albuquerque, diretor da IE Intercâmbio. “O clima normalmente é quente e nunca neva, então intercambistas não precisam se preocupar em comprar roupas de frio.”

A localização do país também é levada em consideração pelos intercambistas. “Malta fica entre a Europa e a África. Então sai mais em conta sair de lá de avião ou navio para conhecer outras regiões nos meses de intercâmbio.” A temporada de um mês em Malta custa cerca de R$ 4.190, enquanto o intercâmbio pelo mesmo tempo em Nova York, nos Estados Unidos, sai por cerca de R$ 6.260.

Outro fator levado em conta pelos intercambistas é a moeda local, que em alguns países tem câmbio bem próximo ao real, o que aumenta o poder de compra do brasileiro. Albuquerque dá o exemplo da Cidade do Cabo, na África do Sul, que tem o inglês como uma das línguas oficiais. “Além do custo de vida reduzido, o intercambista também tem a garantia de estar numa das cidades mais seguras do país.” Quatro semanas na Cidade do Cabo custam em torno de R$ 3.720. Em comparação, quatro semanas de intercâmbio em Paris, na França, custam em média R$ 6.015.

José Neves, diretor e sócio da Dreams Intercâmbios, afirma que procurar preços e condições mais em conta já faz parte da cultura do brasileiro. “Agora existe a chance de aliar os bons preços a opções mais imersivas de intercâmbio”, conta. Segundo Neves, a internet é uma grande aliada de quem quer conseguir passagens aéreas mais baratas. “É bom ficar de olho nas promoções dos sites que vendem passagens aéreas, dá para conseguir descontos grandes e a pessoa tem mais tempo para se planejar.”

Mudança

A busca por oportunidades e preços mais em conta está mudando o perfil do intercambista brasileiro. Antes, a grande maioria era composta por adolescentes e jovens da classe A, mas hoje o público é mais abrangente. “A classe A continua presente, mas hoje temos um número maior de brasileiros das classes B e C procurando intercâmbios. A faixa etária também está diferente, já que agora até pessoas formadas, atuantes no mercado de trabalho, querem fazer intercâmbio para melhorar o currículo”, destaca José Neves.

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