• (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Caged » Emprego tem pior junho desde 1998

Correio Braziliense

Publicação: 18/07/2014 09:04 Atualização:

O fraco desempenho da economia nos últimos meses já está refletindo no emprego. Em junho, foram criados 25.363 postos de trabalho, 56,9% menos do que o mesmo período de 2013, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). É o pior resultado para o mês em 16 anos, quando foram geradas 18.097 vagas. O resultado de semestre também não anima, é o menor desde 2009, quando o país sofria com a crise mundial. De janeiro a junho, foram gerados 588.761 empregos, com queda de 29% em relação ao ano passado, quando houve 397.936 contratações.

Diante desse quadro, o Ministério do Trabalho reviu o número anual de criação de vagas. A previsão, que era de 1,5 milhão de postos, caiu para 1 milhão. No ano passado, foram abertos 1,1 milhão de empregos formais. Segundo o ministro do Trabalho, Manoel Dias, a revisão se deve, principalmente, ao desempenho da indústria que registrou a terceira queda consecutiva. O setor dispensou 28.553 empregados. Também contribuíram para o resultado a construção civil, com o desligamento de 12.041 trabalhadores; e o comércio, que em pleno mês de Copa do Mundo, demitiu 7.070 pessoas.

Apenas três setores tiveram desempenho positivo em junho: a agricultura, com a criação de 40.818 postos; o segmento de serviços, com 31.143 vagas; e a administração pública, com 1.548 contratações. “A indústria de transformação foi a principal responsável pela queda no emprego, mas, mesmo assim, nos primeiros três meses do ano, apresentou desempenho positivo”, avaliou o ministro.

Mesmo com a sequência de números negativos, o ministro acredita que o quadro não tem “como piorar”. Ele prevê que julho apresentará melhores resultados que os 72 mil empregos criados no ano passado. Para Manoel Dias, “haverá reposição de emprego, e isso vai acontecer devido às medidas que o governo tomou concedendo incentivos e isenções fiscais a diversos setores da economia”.

Incentivos

Segundo o ministro, a situação pode melhorar também devido ao anúncio que o governo fará em breve de um pacote de medidas para os micros e os pequenos empreendedores, que, além de facilitar o processo de abertura de empresas, deve ampliar a tabela de benefícios fiscais do segmento. “Não sei a data ainda que isso vai ser anunciado, mas a presidente Dilma tem pressa”, afirmou enfático.

Outros fatores, apontados por ele, que podem incrementar a criação de empregos são as encomendas para o Dia dos Pais e as de fim de ano, que começam a ser feitas agora em julho. Citou também setores que, em sua opinião, estão em vias de contratar mais, como a indústria naval, que tem R$ 200 bilhões em contratos com a Petrobras para o fornecimento de plataformas no segundo semestre; e a construção civil, que conta com R$ 55 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para a construção de moradias.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »

Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.