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Linha de crédito especial » Xi Jinping propõe fundos de R$ 25 bilhões para investir na América Latina

Agência Brasil

Publicação: 17/07/2014 21:51 Atualização:

O presidente da China, Xi Jinping, propôs hoje (17) a criação de dois fundos, no valor de US$ 25 bilhões, e de uma linha de crédito especial de até US$ 10 bilhões para os países da América Latina e do Caribe. Durante a reunião com países da região, no Palácio Itamaraty, o presidente chinês também propôs a criação do Fórum América Latina-Caribe e China, que deve se reunir pela primeira vez em janeiro de 2015, em Pequim.

A presidenta Dilma Rousseff divulgou as propostas chinesas para "aproximar as relações com a América Latina" após a Reunião de Cúpula China-Brasil e Líderes da América Latina e do Caribe. Um dos fundos, no valor de US$ 20 bilhões, é específico para financiar projetos de infraestrutura, e terá capital inicial de US$ 10 bilhões. Outro fundo, de cooperação em áreas de desenvolvimento que ainda serão estabelecidas, terá US$ 5 bilhões. Além disso, será lançada uma linha de crédito preferencial no Banco da China para a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que pode chegar a US$ 10 bilhões.

Segundo o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, os ministros das Relações Exteriores dos países da América Latina e do Caribe se reunirão em janeiro, em Pequim, e até lá devem ser definidas as regras de acesso aos recursos propostos pelo presidente Xi Jinping. "Os chanceleres devem estabelecer os mecanismos para acessar essa quantidade de dinheiro, anunciada pelo presidente da China, e que vai se investir para o desenvolvimento compartilhado".

Além das propostas para a região, a presidenta Dilma Rousseff destacou acordos fechados hoje pelo Brasil com a China. "Quero destacar a compra do total de 60 aviões da Embraer. Outra medida importante é a liberação da compra de carne bovina brasileira", disse. A carne bovina brasileira estava embargada pelas autoridades sanitárias da China desde 2012, quando um caso de vaca louca foi constatado no Paraná. Com a suspensão do embargo, os produtores e exportadores brasileiros de carne abrem mais uma importante oportunidade de negócios.

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