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Economia » "Brasil não cedeu porque não era dono", diz Dilma sobre presidência do banco dos Brics

Agência O Globo

Publicação: 16/07/2014 16:17 Atualização:

A presidente Dilma Rousseff negou nesta quarta-feira (16) que o Brasil tenha cedido na presidência do Banco dos Brics, cuja criação foi fechada ontem. Segundo ela, o acordo assinado pelos cinco países do bloco, foi bastante satisfatório e corresponde à forma Brics de agir, no qual há uma rotatividade dos membros. Dilma reclamou das críticas de que o Brasil teria sofrido uma derrota, ontem, ao não ficar com a presidência do banco. Essa postura, avaliou, é algo típico do Brasil.

"Vejam vocês, cinco países criam um banco, fazem um acordo contingente de reservas, um banco com capital subscrito e bem significativo com partes iguais para todos e com a governança compartilhada. Isso muda as condições de financiamento desses cinco países, que são os Brics. Isso não é satisfatório? O Brasil não cedeu porque não era dono. Eu acho fantástico isso, típico do Brasil. Se a gente tivesse ficado com a primeira vice-presidência, a imprensa estaria dizendo 'O Brasil perdeu a sede'", disse Dilma, concluindo que é "inadequado" falar que houve uma derrota para o Brasil.

Dilma defendeu os instrumentos criados, o Banco e o fundo de contingenciamento de reservas, que segundo ela será bastante importante para os países em desenvolvimento. E um contraponto às demais instituições financeiras, como o FMI. Em rápida entrevista no Palácio da Alvorada após café da manhã com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, a presidente aproveitou para comemorar o fato de o FMI não mais controlar a política econômica do Brasil.

"A partir deste momento nós nunca mais vamos depender do FMI. O FMI nunca mais dirigiu a política brasileira. A nossa relação com o FMI passou de uma relação devedora para de ceder. Durante a crises em 2008-2012 nós contribuímos com recursos para estabilizar algumas situações", afirmou a presidente.

Dilma disse que ainda levará um tempo até que o Banco dos Brics esteja em pleno funcionamento, mas disse que o novo organismo financeiro olhará com uma postura "diferenciada" os países em desenvolvimento e poderá inclusive emprestar para outros países de fora do bloco.

"Nós sempre olharemos com muita generosidade os nossos empréstimos. Agora, eles serão feitos com padrões absolutamente de boa gestão. Ninguém vai sair por aí, nem é esse o papel do banco dos Brics, fazendo qualquer ação financeira sem fundamento técnico. Sem base, sem avaliação. Eu acho um momento significativo e não só no curto prazo, no longo prazo. De fato ele reflete um mundo mais multipolar", declarou Dilma.

Para a presidente, o FMI não reflete a correlação de forças do G20. "O que nós reivindicamos por exemplo no FMI é que haja aquilo que foi acertado quando da criação do G20 e toda a reação diante da crise de 2007 /2008 foi acertado que haveria essa adequação. A representação econômica dos países seria refletida no acordo de cotas." E completou: "Nós não temos o menor interesse em abrir mão do fundo monetário, pelo contrário. Temos interesse em democratizá-lo e torná-lo mais representativo. O novo banco dos Brics não é contra, ele é a favor de nós. Terá sempre uma postura diferenciada em relação aos países em desenvolvimento."
Tags: brics banco dilma

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Autor: Francisco Morais
Os outros também não são donos, Dilma não tem competência para ser presidente do Brasil e imagine ter cacife para trazer uma sede, é muita incompetência | Denuncie |

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