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Pesquisa » Intenção de consumo cai 2,5% em junho, diz FecomercioSP

Agência Estado

Publicação: 14/07/2014 11:03 Atualização:

A intenção de consumo caiu 2,5% na capital paulista na passagem de maio para junho. Pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) revela que o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) fechou em 110,8 pontos, atingindo novo recorde negativo da série iniciada em agosto de 2009. Na comparação com junho de 2013, a queda foi ainda maior, de 15,1%. A expectativa da instituição é de que a tendência de declínio deve continuar nos próximos meses.

De todas as categorias que compõem o indicador, a avaliação sobre o momento para compras de bens duráveis foi a que mais caiu (-8,3%), aos 87,5 pontos, seguida pelo recuo de 3,8% sobre a perspectiva de consumo, com 103,8 pontos registrados em junho. Também apresentaram queda os quesitos "Emprego atual" (-1,5%, 125,9 pontos), "Renda atual" (-2,3%, para os 126,9 pontos) e "Perspectiva profissional" (-2,9%, aos 112 pontos).

A pior pontuação entre as variáveis do indicador foi observada no quesito "Nível de consumo atual", que apresentou queda de -0 5% no período, batendo os 86 pontos. Entre todas as categorias do indicador, apenas "Acesso ao crédito" avançou de maio para junho (0,9%), atingindo os 133,7 pontos.

Segundo economistas da FecomercioSP, o resultado negativo é consequência das altas taxas de inflação, que têm "pressionado insistentemente o orçamento doméstico". Há ainda o temor em relação ao futuro, provocado pelo crescimento mais modesto da renda. O desaquecimento no mercado de trabalho também contribui para segurar o consumo dos paulistanos.

Economistas avaliam ainda que a falta de água em alguns bairros da capital paulista e as recentes paralisações no transporte público (ônibus e metrô) também são fatores que justificam o mau humor atual das pessoas que vivem em São Paulo. Para os próximos meses, a Federação projeta que o indicador deve continuar em queda, na medida em que não se percebe sinais de melhoria do cenário econômico brasileiro em curto prazo, "além de uma 'ressaca' após a Copa do Mundo".

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