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Mercado » Investidores não conseguem antecipar resgate de papéis

Agência Estado

Publicação: 13/07/2014 16:24 Atualização:

A proposta parecia perfeita. Investir em títulos com a credibilidade do nome Espírito Santo e que ofereciam juros anuais de 5%, quase o dobro do praticado normalmente. Para isso, era preciso assinar alguns documentos e comprar papéis emitidos pelo grupo na Suíça ou Londres. A oferta ocorreu durante 2013. Agora, com a crise batendo à porta, há relatos de que investidores portugueses têm enfrentado dificuldade em sacar antecipadamente o dinheiro. Autoridades suíças confirmam que “estão em contato” com o grupo sobre o tema.

Durante meses de 2013, alguns clientes de varejo do Banco Espírito Santo em Portugal foram incentivados a investir em papéis de subsidiárias internacionais como o braço suíço Banque Privée Espírito Santo. Com o argumento de que ofereciam juros maiores por “estarem fora da área do euro”, esses papéis com vencimento de médio prazo chegaram ao varejo português no ano passado.

A associação de defesa dos consumidores e investidores Deco Proteste recebeu consultas de interessados. A recomendação foi clara: ficar longe da operação. “É uma taxa de juro atrativa, acima das obrigações do Tesouro. Todavia, o risco também é superior. Além disso, esses papéis são negociados na Bolsa de Luxemburgo e têm liquidez reduzidíssima, o que pode provocar grandes variações de preços na compra ou venda. Não recomendamos”, disse a entidade no ano passado.

Resgate
A imprensa portuguesa diz que os problemas relacionados à operação começam a ser vistos. Nos últimos dias, detentores desses títulos que tentaram resgatar antecipadamente o dinheiro não foram bem sucedidos. Com a desconfiança em alta e interesse em queda, não foi possível vender as obrigações listadas no mercado secundário de dívida de Luxemburgo. Além disso, assim como as ações em Lisboa, alguns dos títulos de dívida também tiveram a negociação suspensa.

A Autoridade de Supervisão do Mercado Financeiro da Suíça (FINMA) confirmou ao Estado que “está em contato com a sociedade suíça do grupo Espírito Santo” sobre o caso. A autoridade não pode dar detalhes sobre reclamações ou processos. Há, porém, relatos de que alguns investidores já teriam acionado a Justiça suíça contra o grupo português. O BES e o Banco de Portugal foram procurados para comentar o caso, mas não responderam os pedidos de entrevista da reportagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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