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IBGE: IPCA em 12 meses é o maior desde junho de 2013

Agência Estado

Publicação: 08/07/2014 11:05 Atualização:

A inflação acumulada em 12 meses atingiu em junho o maior patamar desde junho de 2013, quando estava em 6,70%, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado nesta terça-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação em 12 meses rompeu em junho o teto da meta estipulada pelo governo (de 6,50%), ao atingir 6,52%. Em maio, a taxa estava em 6,37%.

Copa do Mundo

Segundo dados do IPCA, metade da inflação de junho teve influência direta do início da Copa do Mundo no País. Passagens aéreas e diárias de hotel ficaram mais caras, respondendo juntas por 0,20 ponto porcentual da taxa de 0,40% do IPCA do mês.

Os hotéis lideraram o ranking de impactos por itens. A alta de 25,33% nos preços das diárias levaram o item a uma contribuição de 0,11 ponto porcentual para a inflação do mês. Os hotéis também explicam a aceleração no grupo Despesas Pessoais, de 0 80% em maio para 1,57% em junho, que resultou na maior contribuição de grupo para o IPCA do mês, 0,17 ponto porcentual.

Já as passagens aéreas ficaram 21,95% mais caras em junho, por conta do aumento na demanda causado pela Copa. O avanço se traduziu num impacto de 0,09 ponto porcentual do item no IPCA do mês.

Como resultado, os Transportes saíram de deflação de 0,45% em maio para alta de 0,37% em junho, apesar de os combustíveis terem ficado mais baratos no mês. O litro do etanol recuou 3,42% enquanto o preço da gasolina caiu 0,72% em junho.

Alimentação e Bebidas têm deflação

Dentro do IPCA, o grupo Alimentação e Bebidas registrou deflação de 0,11% em junho, após uma alta de 0,58% em maio. O grupo teve o menor resultado desde julho de 2013, quando registrou queda de 0,33%, e deu a principal contribuição para conter a inflação no mês, um impacto de -0,03 ponto porcentual para a taxa de 0,40% do IPCA.

Os alimentos consumidos no domicílio tiveram deflação de 0,60% em junho. Entre os produtos que ficaram mais baratos ao consumidor, os destaques foram a batata-inglesa (-11,46%) e o tomate (-9,58%), que apresentaram os principais impactos de baixa, com contribuição de -0,03 ponto porcentual cada.

Já os alimentos consumidos fora de casa aumentaram 0,82% em junho, mas com desaceleração em relação a maio (0,91%). Subiram menos a refeição fora de casa (de 0,96% em maio para 0,75% em junho), refrigerante (de 1,29% para 0,51%) e cerveja (de 0,34% para 0,01%).

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