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Dívida » Argentina defende sua posição em reunião sobre fundos especulativos

AFP - Agence France-Presse

Publicação: 08/07/2014 09:50 Atualização:

Uma delegação argentina reuniu-se ontem (7) com o mediador judicial da batalha que aquele país trava com fundos especulativos, e pediu que a sentença que deu origem ao conflito seja alvo de uma medida cautelar.

O ministro argentino da Economia, Axel Kicillof, que liderou a delegação na reunião de quatro horas, deixou o local sem dar declarações. Em nota oficial, o governo argentino informou que Kicillof apresentou a posição do país ao advogado Daniel Pollack, nomeado pelo juiz Thomas Griesa, de um tribunal distrital de Nova York, para aproximar as posições da Argentina e de um grupo de fundos litigantes.

Griesa determinou em sua sentença que a Argentina não poder fazer novos pagamentos aos credores que participam da reestruturação da dívida (93% do total) até que pague também os fundos especulativos que buscaram ressarcimento nos tribunais (esses fundos integram os 7% restantes de credores que não aceitaram a renegociação dos títulos).

Segundo a nota oficial, Kicillof explicou a Pollack que a sentença de Griesa, "tal como se interpreta, seria de impossível cumprimento". Também disse ao mediador ser fundamental que a sentença seja colocada em suspenso, de forma que se possa avançar nas negociações com os fundos litigantes e o país evite um novo default. A Argentina deve pagar 1,33 bilhão de dólares aos fundos especulativos, segundo o juiz.

Possibilidade de novo default

Há duas semanas, Griesa nomeou Pollack para cuidar das negociações, e ordenou às partes em litígio que fiquem à disposição do mediador. Caso não chegue a um acordo com os fundos especulativos sob a mediação de Pollack, a Argentina corre o risco de entrar novamente em moratória.

A Argentina pagou sua dívida reestruturada no dia 30 de junho, mas o agente fiduciário (o Bank of New York Mellon) não repassou o dinheiro aos credores do país, para não violar a determinação do juiz Griesa. Ao não receberem suas cobranças, diversos credores alertaram o Bank of New York Mellon para a possibilidade de recorrerem à Justiça, multiplicando, assim, as implicações legais do caso.

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