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Banco Central » Maior rentabilidade de fundos de renda fixa atrai poupadores

Agência Brasil

Publicação: 07/07/2014 15:14 Atualização: 07/07/2014 15:21

A baixa na renda dos poupadores e a melhor rentabilidade dos fundos de renda fixa fazem com que os brasileiros apliquem menos dinheiro na poupança. De acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados nesta segunda-feira (7), no primeiro semestre deste ano, os depósitos em poupança superaram os saques (captação líquida) em R$ 9,614 bilhões, resultado 66% menor dos que os R$ 28,273 bilhões registrados em igual período de 2013.

Um dos diretores da Associação Nacional de Executivos de Finanças (Anefac) Miguel de Oliveira destaca que a inflação alta corrói a renda, reduzindo o volume de dinheiro disponível para aplicações financeiras. Outro fator para explicar essa redução na captação líquida são os juros mais altos do crédito, o que aumenta o endividamento das famílias. Com isso, destaca Oliveira, há situações em que as famílias precisam retirar dinheiro da poupança para pagar dívidas. “Além de não ter mais dinheiro para aplicar, retiram o que têm da poupança.”

A taxa básica de juros (Selic), que serve de referência para os juros cobrados no mercado, está atualmente em 11% ao ano, após passar por um ciclo de alta. A Selic começou a subir em abril do ano passado, quando foi ajustada em 0,25 ponto percentual para 7,5%. Esse ciclo de alta foi interrompido somente em maio de 2014, com a manutenção da Selic em 11% ao ano. Entre outubro de 2012 e março de 2013, a Selic ficou no seu mínimo histórico (7,25% ao ano).

Quando a Selic estava mais baixa, os rendimentos dos fundos, que acompanham a taxa básica, eram menos vantajosos que a variação da poupança. Mas, com a alta da Selic, o cenário mudou. Portanto, para aqueles em condição de poupar, as aplicações em fundos de renda fixa são mais atrativas, destaca Oliveira.

De acordo com o diretor da Anefac, os rendimentos da poupança só são maiores quando a taxa de administração cobrada nas aplicações em fundos de renda fixa está acima 2%. “Na maioria das situações, a poupança perde para os fundos”, disse. As taxas de administração variam de 0,5% a 3% ao ano. Para pequenos valores, as taxas costumam ser superiores a 1,5% ao ano.

A tendência para os próximos meses é a continuidade de redução nas aplicações em poupança, prevê o Oliveira. “Esse cenário de inflação mais alta corroendo a renda, juros altos, baixo crescimento e desemprego em alguns segmentos vai persistir.”

Os fundos de renda fixa têm tributação do Imposto de Renda sobre seus rendimentos. Quanto menor o prazo de resgate, maior a tributação. Já sobre a poupança não há cobrança de impostos nem de taxas de administração.

Pela regra atual, com a Selic acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais a Taxa Referencial (TR). Essa fórmula está em vigor desde agosto do ano passado – mês em que a Selic foi reajustada para 9% ao ano. Quando os juros básicos da economia estão iguais ou inferiores a 8,5% ao ano, a caderneta rende 70% da taxa Selic mais a TR.

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