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Pesquisa mensal » Cesta básica aumenta 1,53% no Recife em junho e atinge R$ 307,44

Diario de Pernambuco

Publicação: 07/07/2014 15:16 Atualização: 07/07/2014 20:18

O custo da cesta básica aumentou 1,53% no mês de junho no Recife, de acordo com pesquisa mensal do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgada nesta segunda-feira (7). Com o percentual, o valor para comprar os itens básicos de sobrevivência no período passou de R$ 302,81 para R$ 307,44, um acréscimo de R$ 4,63. O valor da cesta em junho comprometeu 46,16% do salário mínimo líquido só com as despesas de alimentação. Segundo o órgão, o índice ficou um pouco abaixo da média nacional, que foi de 47,43%. No acumulado dos últimos12 meses, o acréscimo do valor na capital pernambucana foi de 3,63%, ou R$ 10,77.

Além do Recife, também apresentam alta no valor altas as cidades de Manaus (6,08%), João Pessoa (3,43%) e Aracaju (2,45%). Florianópolis foi a única capital da Região Sul que apresentou aumento no valor da cesta (0,98%). São Paulo foi a cidade onde se apurou o maior valor (R$ 354,63) e apresentou a quarta maior variação negativa (-3,25%) em relação a maio. A segunda maior cesta foi observada em Florianópolis (R$ 353,76), seguida por Porto Alegre (R$ 351,36). Os menores valores médios da cesta foram verificados em Aracaju (R$ 247,64), Salvador (R$ 278,97) e João Pessoa (R$ 281,70).

Em junho, cinco dos doze produtos pesquisados registraram aumento em seus preços médios, destacando-se o tomate (16,01%), o leite (2,91%) e o açúcar (2,78%). O preço do tomate aumentou em oito capitais. De acordo com o Dieese, problemas de produtividade nas safras de inverno, nas cidades de Araguari (MG), Mogi Guaçu e de Sumaré (SP), devido a pragas, comprometeram a oferta do produto e pressionaram o preço em algumas capitais.

O leite apresentou aumento em seu valor por causa do período de entressafra, o que contrái a
oferta. No consumo, há um desaquecimento, principalmente em relação aos derivados, já que os preços não estão muito atrativos. Quanto ao açúcar, mesmo com uma maior produção pressionando os preços para baixo, os agricultores conseguiram recentemente uma variação positiva no valor do produto. Por outro lado, sete produtos tiveram decréscimo de seus preços, com destaque para a banana (7,95%), farinha (3,36%), manteiga (2,86%) e feijão (2,54%).

Segundo o Dieese, dez capitais registraram recuo nos preços da banana. Em Pernambuco, os meses anteriores apresentaram alta devido às estiagens prolongadas no Nordeste, e agora a diminuição no valor do bem vem mostrando uma recuperação. Em termos anuais, observou-se forte elevação no custo médio de oito dos doze produtos pesquisados. Os maiores aumentos foram verificados para o tomate (45,77%), a carne (21,62%), o café (8,73%) e o óleo de soja (8%), com pesos relativos na cesta básica de 20%, 26%, 1% e 1% respectivamente.

A crescente exportação de carne bovina e a estiagem do início de 2014 continuam tendo grande impacto nos preços. O preço do óleo ainda resulta da estabilidade na demanda interna e externa pela soja, que mesmo com a expansão da oferta, não apresentou redução até agora. As reduções ocorreram nos preços médios do feijão (48,92%), da farinha (16,75%), da banana (15,60%) e da manteiga (5,61%).

O feijão permanece com redução em seus preços com relação aos mesmos meses de 2013.
Além da expansão da oferta, o mercado consumidor tem disponibilizado condições favoráveis ao valor do produto. A farinha de mandioca apresentou recuo nos preços de todas as capitais onde é pesquisada. Mesmo com as fortes chuvas, as baixas cotações levaram a uma lenta dinâmica da moagem da raíz da mandioca. Os altos preços da manteiga e outros derivados do leite em períodos anteriores resultaram numa contração da quantidade demandada, levando a uma diminuição no valor do produto, apesar do preço do leite mostrar aumento em junho.

No acumulado deste ano, todas as capitais pesquisadas registraram elevação no custo médio do conjunto de bens essenciais. No Recife, o percentual nos seis primeiros meses deste ano foi de 11,92%. Outros destaques nas elevações foam as cidades de Aracaju (14,24%), Brasília (11,86%), Florianópolis (10,78%) e Curitiba (10,28%). Já no acumulado dos últimos 12 meses, 16 capitais apresentaram aumento em seus preços médios, destacando-se as elevações observadas em Florianópolis (15,07%), Curitiba (12,84%), Rio de Janeiro (10,79%) e Vitória (9,62%).

Salário mínimo

Nos cálculos do Dieese, o trabalhador do Recife que recebeu um salário mínimo líquido (descontado a contribuição previdenciária) do mês de junho de 2014, gastou R$ 307,44 com despesas de alimentação, comprometendo 46,16% da sua renda, restando 53,84% para serem gastos com moradia, educação, transporte, saúde, entre outros.

Em junho de 2013, a cesta custava R$ 296,67, R$10,77 a menos que o registrado no mesmo mês de 2014, e comprometia 47,56% do salário mínimo líquido com este tipo de despesa. O montante gasto na compra da cesta básica para uma família composta por dois adultos e
duas crianças (que consomem o equivalente a um adulto) foi de R$ 922,32, cerca de 1,27 salários mínimos vigentes em junho de 2014.

Jornada de trabalho
A pesquisa do Dieese também mostrou que a jornada de trabalho exigida em junho deste ano para comprar os produtos que compõem a cesta básica foi de 93h25, contra 92h01 registrados em maio, 1 hora e 24 minutos a mais. Em relação a junho de 2013, o tempo de trabalho necessário para a aquisição da cesta básica no Recife era de 96h16m, 2 horas e 51 minutos a mais que o registrado no mês em análise.







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