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Renda desigual » OCDE alerta Japão para aumento da desigualdade

Agência Estado

Publicação: 04/07/2014 08:52 Atualização:

O economista-chefe da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Rintaro Tamaki, alertou para a falta de debate sobre desigualdade no Japão.

Ao retornar de uma viagem de Paris, Tamaki afirmou que não pode deixar de notar a diferença do debate público no Japão, onde a discussão está centrada no fortalecimento do crescimento, e na Europa, onde a desigualdade é um tópico constante de discussão. Como prova disso, o economista-chefe da OCDE afirmou que o best seller recém lançado do economista francês Thomas Piketty, "O Capital no Século XXI", sequer está disponível em japonês.

Essa falta de debate ocorre em um momento de aumento na diferença de renda no Japão, que surge como consequência das políticas do primeiro-ministro Shinzo Abe para impulsionar a inflação, avaliou. Tamaki também é vice-secretário-geral da OCDE e ex-vice-ministro de finanças do Japão. Ele estava em Tóquio para apresentar um relatório da OCDE sobre a crescente disparidade de renda entre os 34 países da organização.

O economista alertou que essa diferença de renda por trazer consequências sérias, e lembrou que na Europa isso levou ao surgimento de partidos de extrema-direita.

Tamaki notou que companhias pequenas e não sindicalizadas do Japão mantêm o salário baixo, ao mesmo tempo em que as grandes empresas, a pedido de Abe, têm elevado os salários. A desvalorização cambial, influenciada pelo banco central, também é motivo para o aumento na desigualdade. "O iene mais fraco permite que exportadores ganhem mais receita em iene pela mesma quantidade de vendas em dólar, enquanto mantêm os custos do trabalho constantes. O iene mais fraco simplesmente traz para baixo a porção dos salários nas vendas", explicou.

Para o economista-chefe da OCDE, o Japão tem que atrair investimento e criar empregos por meio de um agressivo programa de desregulação.

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