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Avaliação » Maciel: meta do PIB é viável apesar de déficit público

Agência Estado

Publicação: 30/06/2014 11:46 Atualização:

Depois de o setor público registrar um resultado primário "ruim" em maio, segundo a avaliação do próprio Banco Central, o chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, defendeu que a leitura da situação fiscal não deve ser feita "com dados de alta frequência" e afirmou que será possível cumprir a meta de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). "É preciso olhar horizonte de dados mais amplo para fazer a leitura. Maio foi um resultado ruim, decorrente de concentração de despesas no mês e redução de receitas", disse.

Maciel afirmou que em maio de 2013 houve um volume maior de dividendos, além de depósitos judiciais que colaboraram com o resultado. Pelo lado das despesas, segundo ele, os gastos com investimento praticamente dobraram em maio de 2014 ante o mesmo mês do ano passado. "Essa concentração de despesas frente a redução de receitas no mês de maio resultou neste desempenho", disse.

Para argumentar que será possível cumprir a meta, Maciel afirmou que há "receita de concessões, volume de dividendos previstos e receita de Refis". "Há uma série de eventos a ocorrer que tende a favorecer o desempenho fiscal nos próximos meses. Por isso, volto a dizer que uma avaliação exige um conjunto de dados mais amplos e não devemos fazer avaliação no curto prazo", disse.

O economista afirmou ainda que o superávit primário do setor público no acumulado do ano até maio é o mais baixo para o período em 12 anos. O saldo positivo de R$ 31,481 bilhões de janeiro a maio é o mais baixo desde 2002, quando o superávit foi de R$ 26,042 bilhões.

Maciel confirmou que o déficit de R$ 11,046 registrado em maio é o pior da série histórica para o mês. Em 12 meses, o superávit de 1,52% do PIB (R$ 76,057 bilhões) é o mais baixo desde outubro de 2013, segundo dados do BC.

Dívida Líquida

A projeção do BC para a dívida líquida em junho é de estabilidade em 34,6% do PIB, segundo informações do chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel. Isso significa o mesmo patamar de 34,6% do PIB registrado em maio.

A dívida do governo central, governos regionais e empresas estatais terminou o mês passado em R$ 1,725 trilhão, informou BC. Para a dívida bruta, a projeção é de 57,8% do PIB em junho. A dívida bruta do governo geral encerrou o mês passado em R$ 2 895 trilhões, o que representou 58% do PIB.

Governo Central

Maciel afirmou que o superávit primário do governo central no ano é o pior para o período desde 2001. Ele lembrou ainda que a meta do segundo quadrimestre para o governo central é de R$ 39 bilhões e que, até o momento, já foi possível alcançar R$ 18 bilhões. Maciel afirmou que não é bom avaliar o quadro fiscal com base em indicadores de maior frequência, a exemplo dos dados mensais, mas observou que na comparação entre maio de 2013 e de 2014, houve redução de receitas e aumento das despesas de investimentos.

Swap Cambial

O BC registrou um resultado positivo de R$ 2,202 bilhões com operações de swap cambial no mês de maio. No acumulado do ano, houve ganho de R$ 16,788 bilhões. Em abril, o BC havia registrado resultado positivo de R$ 3,964 bilhões. Nos dois meses anteriores, houve ganho de R$ 6,206 bilhões (março de 2014) e ganho de R$ 8,336 bilhões (fevereiro de 2014). Em janeiro houve perda de US$ 3,920 bilhões.

No ano passado, o BC "perdeu" R$ 1,315 bilhão com as operações de swap cambial. Antes, a última vez em que a instituição havia registrado perdas com os leilões de swap foi em 2007, quando houve resultado negativo de R$ 8,812 bilhões.

De acordo com Maciel, os ganhos com contratos de swap cambial em maio colaboraram no sentido de reduzir as despesas com juros. Ele observou, no entanto, que a inflação e o aumento da Selic atuaram no sentido contrário e elevaram a dívida ligeiramente.

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