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Títulos » Tesouro deve manter estratégia conservadora na oferta de papéis Segunda metade do ano começa à frente do projetado para a rolagem e composição da dívida

Agência Estado

Publicação: 29/06/2014 08:37 Atualização:

Apesar do cenário de maior acomodação das taxas dos títulos do governo, o Tesouro Nacional manterá no segundo semestre a estratégia conservadora na oferta de papéis ao mercado que foi adotada nos primeiros seis meses de 2014 com sucesso, na avaliação do governo. O Tesouro conseguirá entrar agora na segunda metade do ano à frente do projetado para a rolagem e composição da dívida pública para o período no PAF, plano que estabelece as diretrizes e metas do ano.

"Vamos continuar com uma estratégia moderada de oferta. Só que temos mais conforto, porque avançamos bastante no primeiro semestre", informou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o subsecretário da Dívida Pública, Paulo Valle.

Segundo ele, a estratégia de criar uma escassez de oferta dos papéis de longo prazo da dívida interna, as NTN-Bs (títulos corrigidos pelo IPCA), foi bem-sucedida para ajudar a reduzir as taxas depois do "overshooting", iniciado em meados de 2013. O stress do mercado foi provocado pelas incertezas em relação à política monetária dos Estados Unidos.

Ao longo do primeiro semestre, o Tesouro ofertou um quarto da demanda dos investidores pelas NTN-Bs. No pico de alta das taxas dos papéis de longo prazo, no fim de janeiro deste ano, a NTN-B com prazo de vencimento em 2050 chegou a ser vendida no mercado secundário a 7,08%.

"Nossa estratégia foi ofertar muito menos que a demanda. E aí as taxas caíram e chegaram a ficar abaixo de 6% no mercado secundário", disse Valle. Na avaliação do Tesouro, não fazia sentido vender muitos papéis de 30 e 40 anos num momento em que as taxas estavam pressionadas.

Já em relação aos papéis prefixados, disse o subsecretário, a avaliação é de que o Tesouro vendeu mais do que o previsto na sua estratégia base. A demanda por esses papéis aumentou puxada, principalmente, pelo apetite externo. A participação dos investidores estrangeiros no total da dívida mobiliária federal interna cresceu bastante a partir de fevereiro, subindo de 16,1% em dezembro de 2013 para 18,79% em abril.

CAIXA

Segundo Valle, com o avanço no planejamento do PAF o Tesouro não precisa forçar o mercado. "Já estamos com dinheiro em caixa. Não teremos mudança radical na estratégia", disse. Mesmo com o recuo dos juros das NTN-Bs, o subsecretário avaliou que as taxas ainda estão elevadas."Para uma taxa de longo prazo ela ainda esta alta", declarou.

Ele se disse tranquilo em relação ao cumprimento das metas do PAF em 2014. E informou que a demanda pelas NTN-Bs de longo prazo pelos fundos de pensão está bem melhor. Representantes do Tesouro fizeram um road show pelas seis principais capitais do País, onde há regionais da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), quando transmitiram a mensagem de que o governo iria reduzir a oferta desses títulos no preço em que estavam os papéis.

JUROS

O subsecretário informou ainda que o Tesouro vai continuar com a estratégia de redução gradual das LFTs, os títulos corrigidos pela taxa Selic. "Estamos ofertando lotes padrão entre 1 milhão e 1,5 milhão e meio de papéis. É a quantidade necessária em linha com a banda do PAF", disse.

No PAF, o Tesouro estabeleceu como meta um piso mínimo de 14% e máximo de 19% para a participação de LFTs no total da dívida. "Não é porque as taxas caíram que vamos buscar agora o cenário mais otimista, a parcela de 15% para LFT e o máximo de prefixados e de NTN-B", insistiu. Ele disse que o Tesouro não vai buscar reduzir a qualquer preço a participação das LFTs. "Ainda achamos que está caro, considerando os fundamentos da economia brasileira. Por isso não vale a pena buscar reduzir para 14% a parcela de LFT", completou.

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