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Veículos » IPI menor deve ser mantido para estimular indústria automotiva

Correio Braziliense

Publicação: 27/06/2014 08:56 Atualização:

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve decidir, neste fim de semana, se mantém a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis no patamar atual ou dá sequência ao cronograma de aumento do tributo, como havia anunciado em dezembro de 2013. As apostas do mercado, no entanto, são de que o governo deixará tudo como está, em razão do fraco desempenho da indústria automotiva - houve redução de 2,8% no número de trabalhadores do setor neste ano. Além disso, o licenciamento de veículos - dado que mede efetivamente as vendas — encolheu 5,5% de janeiro a maio.

O novo aumento do IPI deveria valer a partir de 1º de julho, dando continuidade ao processo de elevação. Atualmente, as alíquotas são de 3% para carros com motores de 1.000 cilindradas; de 10%, acima de 1.000cc até 2.000cc, movidos apenas a gasolina; 9%, acima de 1.000cc até 2.000cc, com motores flex fuel; 25%, acima de 2.000cc, a gasolina; e 18%, acima de 2.000cc, flex fuel.

De acordo com uma estimativa feita pelo economista Marcel Caparoz, da RC Consultores, ao manter o IPI no patamar atual em vez de elevar de 7% para 10% o de carros com motor flex até 1.000cc, e de 9% para 11%, os de 1.000cc até 2.000cc, o governo deixará de arrecadar R$ 615,8 milhões de julho a dezembro. Nesse cálculo, a taxa de 18% para os veículos acima de 2.000cc foram mantidas. “O montante é considerável, mas ele não tem um peso significativo a ponto de comprometer a meta de superavit primário (economia para o pagamento dos juros da dívida pública)”, explicou Caparoz. Foram considerados na conta apenas a receita média com a venda de veículos até 2.000 cc, excluindo comerciais leves, porque eles representam o maior volume de tributos recolhidos: 97%.

De janeiro a maio, a indústria automobilística registrou queda de 13,3% na produção em comparação ao mesmo período de 2013, para 1,56 milhão de unidades. O estoque nas fábricas e nas concessionárias equivalente a 41 dias de produção, conforme os dados da Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea).

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