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Dívidas » Argentina pede a juiz dos EUA suspensão de sentença para negociar com fundos

AFP - Agence France-Presse

Publicação: 23/06/2014 16:02 Atualização: 23/06/2014 18:06

O ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, durante reunião na sede do FMI, em Washington, em 10 de abril. Foto: © AFP/Arquivos Mandel Ngan (O ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, durante reunião na sede do FMI, em Washington, em 10 de abril. Foto: © AFP/Arquivos Mandel Ngan)
O ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, durante reunião na sede do FMI, em Washington, em 10 de abril. Foto: © AFP/Arquivos Mandel Ngan
A Argentina vai solicitar ao juiz de Nova York Thomas Griessa a suspensão da sentença que obriga o pagamento de 1,33 bilhão de dólares aos fundos especulativos, para abrir uma negociação que evite a moratória.

"A República Argentina pedirá ao juiz uma medida suspensiva da sentença que a obriga pagar o total da dívida com os fundos abutres", explicou o ministro de Economia Axel Kiciloff em uma breve coletiva de imprensa, referindo-se aos fundos que compraram a dívida em default.

O ministro afirmou que pedirá a restituição de uma medida cautelar (stay, em inglês) que Griesa concedeu na semana passada, a fim de poder avançar nas negociações para cumprir a decisão.

Este é o primeiro passo dado pela Argentina na abertura de um processo de negociação que permita ao país cancelar no próximo dia 30 de junho o vencimento dos pagamentos da dívida com os credores que aceitaram a reestruturação em 2005 e 2010 sem que haja risco de embargos em Nova York.

"Temos que cumprir os compromissos e contratos firmados com todos os credores, os que aceitaram a renegociação e os que não aceitaram. A Argentina pagará tudo aos credores em condições justas e de acordo com a nossa Constituição", disse Kicillof ao fazer o anúncio durante os 15 minutos de intervalo da partida Chile x Holanda na Copa do Mundo.

Em uma corrida contra o tempo, a Argentina se vê obrigada a fechar um acordo para evitar um novo default na próxima segunda-feira, quando deve pagar 900 milhões de dólares aos credores que aceitaram a renegociação da dívida em 2005 e 2010. No entanto, esse pagamento não poderá ser feito em virtude das ameaças de embargos por parte dos fundos que litigam em Nova York sobre o dinheiro destinado a pagar os credores da dívida reestruturada.

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