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Copa » Bares dão de goleada em restaurantes Faturamento dos restaurantes pode cair entre 10% e 15% em junho

Mirella Falcão - Diario de Pernambuco

Publicação: 22/06/2014 09:45 Atualização:

Os bares marcaram um gol de placa. Já os restaurantes podem sair da Copa do Mundo com um saldo negativo. De acordo com a Associação Brasileira dos Bares e Restaurantes em Pernambuco (Abrasel-PE), o faturamento do setor pode cair entre 10% e 15% em junho, devido ao pior desempenho dos restaurantes. Enquanto os bares atraem os consumidores que desejam assistir aos jogos do Brasil e de outras equipes do torneio Mundial, muitos restaurantes estão com as suas mesas vazias.

O grupo de universitários Lucas Pedrosa, 21 anos, Lucas Araújo, 21 anos, Rodrigo Lira, 20 anos, e Ivan José, 21 anos, diz que está tendo dificuldade de encontrar mesas vazias em alguns bares. “Depois das 20h, já estão todos cheios. Estamos saindo mais cedo de casa ou mandando um amigo na frente para segurar a mesa”, relata Lucas Araújo.

Segundo Estevam Campos, sócio do Winner Sports Bar, a clientela tem procurado os bares não apenas para assistir aos jogos do Brasil e por isso ampliou o horário de funcionamento da casa. “Só abrimos às 18h. Mas passamos a funcionar durante o dia e o movimento está muito bom. Estamos surpresos até com a quantidade de turistas que estamos recebendo, alguns de países que nem jogarão no Recife, como ingleses, espanhóis e filipinos”, comenta Campos.

Já os restaurantes estão amargando um fraco movimento. “As pessoas da cidade estão deixando de ir para os restaurantes para ir para os bares. Nos dias de jogos do Brasil, o movimento está caindo pela metade. A quantidade de turistas circulando pela cidade não está sendo suficiente para aumentar o consumo nos restaurantes”, afirma Núncio Natrielli, presidente da Abrasel-PE.

Para não perder consumidores, alguns restaurantes estão fazendo até algumas adaptações no seu funcionamento. É o caso do Café Porteño, onde foram instalados televisores e incluídos petiscos no cardápio. “Não é do perfil da casa ter televisão ou oferecer petiscos. Mas decidimos fazer essa mudança neste mês justamente para manter o funcionamento. Achamos melhor que fechar ou ficar com as mesas vazias como tem acontecido com outros restaurantes”, explica a proprietária Bruna de Oliveira. Segundo ela, tem dado certo. “Temos recebido o pessoal que já costuma frequentar a casa”, afirma.

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