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Turismo » Por uma viagem segura Planejar deslocamentos vai além de programar o tempo ou quantidade de bagagem. É preciso contratar um seguro para não ter dor de cabeça

Pedro Maximino - Diario de Pernambuco

Publicação: 21/06/2014 16:00 Atualização: 20/06/2014 16:53

Marina Motta, gerente de intercâmbio do Student Travel Bureau em Recife (STB/Recife), avisa que em alguns países é obritatório ter adquirido um seguro. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press
Marina Motta, gerente de intercâmbio do Student Travel Bureau em Recife (STB/Recife), avisa que em alguns países é obritatório ter adquirido um seguro. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press
O planejamento de uma viagem é algo que deve ser feito com antecedência e paciência. Para onde ir? Quanto tempo passar? O que levar?  E a hospedagem? No meio de tudo isso, um fator importante e que não pode ser esquecido é o seguro de viagem para quem vai para fora do país. “A maioria das pessoas que viaja  para o exterior adquirem o seguro já incluso no pacote de viagem, junto com passagens aéreas e hospedagem”, afirma Marcela Holanda, consultora de vendas da Luck Viagens.

O problema é que muitos viajantes não procuram saber direito o que o seguro do pacote está cobrindo. “Normalmente, o que está incluso é a avaliação médica do cliente e reembolso em caso de extravio de bagagem”, explica Marcela. Algumas agências, como a própria Luck Viagens, também costumam fazer parcerias com empresas externas de seguro para oferecer mais opções aos clientes.

A estudante universitária Thaísa Jatobá já viajou duas vezes para os Estados Unidos, com agências de viagem diferentes. Nas duas oportunidades, ela adquiriu o seguro já incluso no pacote e quis saber ao que tinha direito. “Tinha as coisas normais como cobertura em caso de extravio de bagagem. Também podia me consultar com os médicos que foram junto com a comitiva, o que precisei fazer uma vez quando me senti mal. O seguro também cobria consultas médicas em hospitais, mas não precisei ir”, conta.

De acordo com Angélica Oliveira, emissora da agência de viagens Via Mundi, os turistas brasileiros procuram saber do seguro quando vão para destinos como América do Norte e Europa. “A maioria quer saber sobre como funcionam planos de saúde e atendimento médico em outros países.” No caso dos países mais frios, a procura por seguros é grande, pois é onde muitos brasileiros vão para praticar esportes no gelo pela primeira vez, como esqui, snowboard e patinação. A falta de prática pode causar acidentes e nessas horas é melhor estar preparado.

Marina Motta, gerente de intercâmbio do Student Travel Bureau em Recife (STB/Recife), avisa que em alguns países é obritatório ter adquirido um seguro. “Se não tiver, o viajante pode até ter a entrada no país negada”, afirma. No caso da Europa, alguns países assinaram o Tratato de Schegen, no qual é obrigatório que turistas possuam um seguro de viagem no valor de pelo menos 30 mil euros. São eles: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Polônia, Portugal, República Checa, Suécia e Suíça. Outros países fora da Europa também fazem a exigência, como Cuba. Austrália exige apenas de estudantes intercambistas.

“O ideal é que seja contratado um seguro para qualquer tipo de viagem internacional”, diz Marina. “É preciso em primeiro lugar saber como funciona o sistema de saúde no país para onde deseja ir. Nos Estados Unidos, por exemplo, atendimento médico é muito caro, mesmo o público. Uma consulta por conta de um braço quebrado chega a custar mais de cem dólares.” A gerente afirma que a saúde não deve ficar em segundo plano nas viagens. “É algo que precisamos fazer, mas torcemos para nunca usar.”

Quem é segurado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tem direito à assistência médica gratuita no sistema público de saúde em países como Argentina, Cabo Verde, Chile e Uruguai. Para o brasileiro turista ter acesso aos benefícios, é preciso tirar em solo nacional o Certificado de Direito à Assistência Médica Durante Estadia Temporária (CDAM). Leia mais informações no site do Ministério da Saúde.

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