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Câmbio » Bresser: depreciação cambial nao terá vez nas campanhas

Agência Estado

Publicação: 17/06/2014 11:42 Atualização:

O economista e ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser Pereira voltou a defender a depreciação do câmbio como ferramenta para impulsionar a economia brasileira e disse que, dentre os pré-candidatos à Presidência da República, só a atual presidente Dilma Rousseff poderia tomar uma atitude "mais radical" nesse sentido. "Ela chegou a fazer uma depreciação de cerca de 20%, com muita coragem, mas teve de recuar", disse Bresser na noite de ontem (16), na cidade de Porto Alegre, onde participou de palestra sobre os 20 anos do Plano Real.

Bresser Pereira sugeriu uma cotação do dólar de R$ 3,20 ou R$ 3 30 como competitiva para o Brasil. "É preciso ter acesso à demanda (internacional), e o que está acontecendo com os países em desenvolvimento, inclusive com o Brasil, é a falta de acesso a esta demanda", disse.

Embora aponte que Dilma seria a única a ter coragem de apreciar o câmbio de forma mais agressiva, Bresser Pereira pondera que a medida é difícil de ser implementada. "No começo do governo até pode ser, mas é muito complicado fazer isso", revelou.

De acordo com o ex-ministro, a sociedade brasileira não está madura para um debate sobre a depreciação do câmbio como motor de competitividade, que implicaria na diminuição de rendimento dos cidadãos e acarretaria problemas para as empresas endividadas. "Não vai haver discussão sobre isso na campanha eleitoral."

Para o economista, o pré-candidato Aécio Neves, do PSDB, não mexeria no câmbio "de jeito nenhum" por ter um perfil conservador, de direita e liberal. "E a assessoria do Eduardo Campos (PSB), que eu tenha conhecimento, é uma assessoria também liberal, com economistas que não vão tocar nesse assunto", falou.

Segundo Bresser-Pereira, há semelhanças entre as propostas de Aécio e de Campos na área econômica. "O que eles estão dizendo é que vão fazer ajuste fiscal. Acho que ajuste fiscal é sempre bom fazer um pouco, mas este definitivamente não é o problema principal do Brasil", avaliou.

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