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Devolução » Pare e pense antes de decidir o que fazer com o dinheiro da restituição do IR

Pedro Maximino - Diario de Pernambuco

Publicação: 14/06/2014 08:00 Atualização: 13/06/2014 21:24

Primeiro lote será depositado nesta segunda-feira (16). Em Pernambuco, quase 40 mil contribuintes vão receber os recursos. O pagamento mensal segue até dezembro. Ilustração: Amaro Jr e Pablo Alejandro/CB/D.A Press
Primeiro lote será depositado nesta segunda-feira (16). Em Pernambuco, quase 40 mil contribuintes vão receber os recursos. O pagamento mensal segue até dezembro. Ilustração: Amaro Jr e Pablo Alejandro/CB/D.A Press
A restituição do Imposto de Renda vem aí. No primeiro lote, que será depositado nesta segunda-feira (16), 1,35 milhão de contribuintes vão receber R$ 1,9 bilhão em todo o país. Em Pernambuco, serão pagos R$ 60,1 milhões para quase 40 mil pessoas. O pagamento não terá um impacto muito grande no cenário econômico. Mas pode fazer uma grande diferença no orçamento de quem recebe o dinheiro. Mas é preciso ter calma.

De acordo com Gustavo Leandro, coordenador do MBA em Finanças do Centro de Desenvolvimento Pessoal e Empresarial (Cedepe), o contribuinte deve em primeiro lugar saber o que esse dinheiro significa. “O dinheiro da restituição é um dinheiro nosso, que o governo recolheu quando não devia. Esse dinheiro é resultado do trabalho de cada um e deve ser encarado como resultado do nosso esforço.” Segundo ele, a quantia restituída não pode ser vista como um ato de bondade ou prêmio dado pelo governo.

Com isso em mente, o segundo passo é analisar a própria situação financeira. Leandro dá o exemplo do brasileiro endividado. “Dívida não é algo ruim. Se você consegue administrá-la e pagar tudo em dia, tudo bem. O problema é quando o contribuinte começa a atrasa os pagamentos.” Em caso de contas atrasadas, o conselho do economista é que a pessoa pague primeiro a dívida, e não os juros. “Se pagar os juros e deixar a dívida, no mês que vem os juros voltam”, avisa.

O professor de economia da Faculdade Boa Viagem Marcelo Barros chama atenção para os crescentes números de inadimplência entre famílias, principalmente entre as de baixa renda. “As famílias precisam analisar as contas e decidir quais são as mais caras, para quitá-las logo”, avisa. Barros destaca as contas de cartão de crédito, que estão entre as mais onerosas.

Outro exemplo dado por Gustavo Leandro é o do contribuinte que vive no limite. “É aquela pessoa que paga tudo em dia, bem controlado, mas que não está preparado para imprevistos pois nunca poupa dinheiro”, explica. De acordo ele, essa situação é comum no Brasil, já que as pessoas no geral não recebem educação financeira, e não aprendem a guardar o que ganham. “Para essas pessoas, a dica é pegar esse dinheiro e guardar. Fazer uma poupança no banco ou então uma reserva.” A ideia é estar preparado para imprevistos como problemas no carro ou no imóvel.

Leandro também menciona os contribuintes poupadores. São aqueles que não têm dívidas e possuem dinheiro guardado. “Costumo dizer que esses são os contribuintes que fizeram a lição de casa. Eles aprenderam a poupar e sabem administrar o próprio dinheiro.” Para essas pessoas, o economista recomenda que o dinheiro seja investido em alguma realização pessoal, ou então no adiantamento de algum plano futuro. “Com o dinheiro da restituição, o contribuinte pode realizar mais cedo aquela viagem ao exterior, ou realizar uma reforma na casa.”

E para quem pensa mais na frente, já na aposentadoria, o dinheiro da restituição pode servir para iniciar um plano de previdência privada. Marcelo Barros explica que “dependendo da quantia recebida, pode ser possível fazer o aporte inicial num plano de previdência. Mas é algo que deve ser bem pensado, já que o contribuinte vai precisar depositar dinheiro todo mês”.
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