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Consumo » Recuo no varejo confirma desaceleração, diz Bradesco

Agência Estado

Publicação: 12/06/2014 15:42 Atualização:

A retração de 0,4% no volume de vendas do comércio varejista apurada em abril pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reforça, na avaliação dos economistas do Bradesco, a expectativa de desaceleração gradual do consumo ao longo de 2014. Ainda de acordo com eles, a retração do varejo se deu de forma espraiada entre os segmentos pesquisados.

"O resultado reportado superou nossa estimativa de queda de 1% e ficou abaixo da mediana das projeções de mercado de retração de 0,1%, segundo levantamento da Agência Estado", disseram em relatório os analistas do Bradesco.

Na comparação com o mesmo período de 2013, considerando o efeito da base de comparação (uma vez que o feriado da Páscoa ocorreu em abril neste ano e em março do ano passado), houve expansão de 6,7% nas vendas. O comércio ampliado, que considera as vendas de todos os segmentos, por sua vez, subiu 0,6% na margem, após queda de 1% registrada no mês anterior.

"A retração do varejo foi generalizada entre os segmentos pesquisados. Contribuiu para a variação negativa o comércio de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que recuou 1,4% em abril. Destacamos também a retração de 2,6% das vendas de equipamentos e materiais de escritório, informática e comunicação. Do lado positivo, o comércio de veículos e motos, partes e peças cresceu 4,9%, assim como apontado pela Fenabrave", citam os economistas do banco.

Ainda de acordo com o relatório do Bradesco, o crescimento nominal das vendas no varejo na comparação interanual voltou a acelerar, passando de uma alta de 4,7% para 13,5%. A despeito do resultado de abril, o varejo cresceu 11,1% em termos nominais nos primeiros quatro meses do ano, o que já sinaliza uma ligeira desaceleração frente à expansão observada ao longo de 2013, de 11,8%.

"Por fim, amanhã conheceremos o resultado do IBC-Br, proxy para o PIB mensal calculada pelo Banco Central. Projetamos alta de 0 1% na margem, mas a possível incorporação dos dados da nova Pesquisa Industrial Mensal (PIM), cuja metodologia foi reformulada e divulgada no começo do mês, os dados do IBC-Br poderá produzir elevada volatilidade do dado na margem", preveem os economistas do Bradesco.

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