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Plataforma deficiente » Serviços de telefonia móvel podem falhar durante jogos de Copa do Mundo

Correio Braziliense

Publicação: 12/06/2014 08:32 Atualização:

Vai ter Copa? Vai. Já o serviço celular… Ontem, véspera do primeiro jogo da Copa do Mundo, os primeiros sinais de que os serviços de telefonia móvel podem falhar apareceram em vários locais do país, principalmente em São Paulo, palco do primeiro jogo da Seleção Brasileira. Na capital paulista, estava difícil completar ligações e enviar mensagens, segundo usuários do sistema.

O presidente do SindiTelebrasil, Eduardo Levy, no entanto, foi enfático ao dizer “que não vai ter caladão na Copa nem depois”. Ele informou que as empresas de telefonia investiram R$ 1,3 bilhão nas cidades sedes dos jogos, ampliando em 28%, em média, a infraestrutura, que ficará como legado para a população. Levy enumera as melhorias: “Nas 12 cidades, entre 2013 e 2014, foram instaladas mais de 15 mil novas antenas de 3G e 4G e aproximadamente 120 mil pontos de Wi-fi”. Ele ressalta ainda que o Estádio do Itaquerão, assim como os outros 11 estádios que abrigarão as partidas no mundial, recebeu a mesma tecnologia utilizada nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, e atenderá aos serviços de voz e de dados nas tecnologias 2G, 3G e 4G.

O Ministério das Comunicações divulgou nota em que afirma que os serviços de internet móvel 2G, 3G e 4G estão garantidos, bem como a infraestrutura para os serviços de transmissão dos jogos. Segundo a nota, a Anatel agirá dentro dos estádios supervisionando a operação das empresas e atuará quando houver falha na prestação do serviço.

Mesmo assim, os especialistas acreditam que os problemas podem acontecer. Isso porque as prestadoras de serviços de telefonia móvel concluíram somente na semana retrasada a instalação da cobertura indoor nas 12 arenas. A explicação é que, embora as operadoras tenham iniciado as negociações com as administrações dos estádios há um ano, em alguns deles, a liberação e o prazo para a execução das obras foi bem inferior aos 150 dias necessários. Esse atraso ocorreu especialmente na Arena de São Paulo e na Arena da Baixada (Curitiba), o que prejudicou a realização de testes e de ajustes necessários.

Empenho

O professor de engenharia elétrica pela PUC/Rio e especialista em telecomunicações Glaucio Siqueira acredita que as operadoras estão empenhadas em prestar um bom serviço de telefonia durante os jogos. “Elas não vão querer fazer feio na Copa, principalmente nos estádios e onde houver maior aglomeração”, constata Siqueira. Ele explica que os problemas podem ser mais para os estrangeiros que utilizam a tecnologia 4G.

Segundo o professor, as operadoras não querem implantar totalmente a nova tecnologia porque ficariam com esse investimento empatado, uma vez que ainda não é adotada no Brasil. Siqueira revela que não é fácil instalar antenas no país, pois as leis são muito restritivas e cada município tem uma legislação e uma cobrança diferente para as prestadoras de telefonia. Isso, segundo ele, “dificulta e muito a prestação de um serviço eficiente”.

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