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Caminhões » Minas Gerais à espera de montadora chinesa

Estado de Minas

Publicação: 11/06/2014 08:55 Atualização:

Técnicos do ministério do Desenvolvimento e do das Relações Exteriores negociam uma agenda com o governo chinês para a aguardada visita do presidente Xi Jinping ao Brasil em meados de julho. A programação deve ser o momento que o Planalto esperava para retomar a discussão do investimento bilionário numa fábrica de caminhões da chinesa Dongfeng no país. O projeto foi suspenso no ano passado, depois de conversas adiantadas com representantes da empresa, da avaliação de terrenos para a implantação da unidade industrial no Sul de Minas Gerais e da realização de testes em rodovias brasileiras.

Em Pouso Alegre (MG), cujo governo local chegou a desapropriar, em 2013, uma área de 1,5 milhão de metros quadrados na expectativa da decisão da montadora, o prefeito Aguinaldo Perugini articula contatos com autoridades federais para reforçar a posição do município na disputa do investimento. A homologação, em maio, pela Secretaria de Aviação Civil de seu aeroporto internacional de cargas fortaleceu os planos da cidade para atrair o projeto da Dongfeng. “Estamos fazendo todo esforço para receber o investimento, que movimenta uma cadeia de atividades, da indústria fornecedora ao segmento imobiliário, o comércio e o setor de prestação de serviços”, disse Perugini.

De acordo com a Embaixada chinesa no Brasil, a agenda de Xi Jinping ainda está em discussão, incluindo visitas e “outros temas” em paralelo à 6ª Reunião de Cúpula dos países do Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que ocorrerá em Fortaleza, nos dias 15 e 16 de julho. Antes do encontro, o presidente chinês será um dos convidados de honra da presidente Dilma Rousseff para assistir à partida final da Copa do Mundo, no dia 13.

Fontes do mercado de equipamentos e componentes que atenderiam à montadora chinesa haviam informado no ano passado que o projeto foi suspenso em razão do veto imposto pela sueca Volvo, ao se tornar acionista de uma joint venture constituída com a Dongfeng Motor Group na China, da qual adquiriu 45% do capital. A nova empresa assumiu a maior parte dos negócios da chinesa de veículos comerciais médios e pesados. O projeto representaria conflito aos interesses da Volvo no mercado brasileiro.

Procurada pelo Correio, a assessoria de imprensa da Volvo no Brasil disse que a empresa não tem informações a dar sobre o assunto. A companhia também não comenta a versão sobre o veto ao projeto. Depois de quatro anos de negociação para implantação da unidade industrial, o governo brasileiro manifestou em 2013 o seu descontentamento com a suspensão do investimento. A fábrica é considerada estratégica para o país, o que justificaria o tratamento do projeto entre os presidentes dos dois países, na avaliação dos transportadores de carga.

Durante as negociações em 2013, o projeto estava orçado em R$ 1 bilhão, com a previsão de gerar 3 mil empregos e de iniciar a produção em 2015. Seria o maior projeto da montadora fora da China e serviria de plataforma exportadora para a América Latina.

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