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Analistas » Mercado condena a gastança do governo

Correio Braziliense

Publicação: 10/06/2014 08:29 Atualização:

Os principais analistas do mercado externaram ontem ao governo a insatisfação com a política fiscal, vista como combustível da inflação. Em reunião a portas fechadas realizada ontem (9) com o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Hamilton Araújo, representantes de grandes bancos se queixaram da leniência com a escalada da carestia, parte atribuída aos gastos desenfreados para manter a máquina pública. “Hoje, o que o BC faz (para o controle dos preços) de dia, ao subir os juros, a Fazenda rouba de noite, ao elevar gastos públicos”, resumiu o economista-chefe de um grande banco de investimentos, sob condição de anonimato.

A pesquisa Focus do BC mostrou ontem que o mercado parece não acreditar em melhora da inflação. A previsão é de que o IPCA avance 6,47% até dezembro, encostando, assim, no topo da meta perseguida pelo governo, de 6,5% ao ano. Para 2015, no entanto, o cenário é ainda pior. As cinco instituições financeiras que mais acertam as projeções para o futuro da economia, chamadas de Top 5, revisaram de 6,9% para 7,03% a projeção de alta do IPCA em 2015, no cenário de médio prazo.

O BC, por sua vez, vê melhora qualitativa na inflação no futuro por conta dos preços livres, num momento em que os agentes econômicos ainda mantêm sua visão de pressões sobre os preços. Segundo relato de dois economistas que participaram da reunião trimestral que o diretor faz com os analistas, ele mostrou otimismo, acreditando em perda de fôlego dos preços livres.

PIB

Outra preocupação dos analistas é com o baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que avançou só 0,2% no primeiro trimestre. Para eles, esse desempenho se repetirá ao longo do ano. Não à toa, o relatório Focus mostrou recuo nas projeções de alta do PIB para 2014, de 1,5% para 1,44%. Foi a pior estimativa já feita até agora, mas o cenário pode ficar mais pessimista. “O Focus corre sempre atrasado (nas projeções), então é possível imaginar que o resultado final será bem menor do que o que o mercado está prevendo agora”, disse o economista-chefe da Tullett Prebon, Fernando Montero.

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