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Mercado de trabalho » Burocracia é entrave para estrangeiro trabalhar no Brasil

Agência O Globo

Publicação: 09/06/2014 08:47 Atualização:

Visto, carteira de trabalho e de motorista, validação de diplomas, CPF... A burocracia é a principal barreira que o executivo estrangeiro enfrenta ao escolher vir trabalhar no Brasil. Pesquisa exclusiva que a PricewaterhouseCoopers (PwC) divulga nesta segunda-feira (9) feita com 97 executivos instalados no Rio, mostra, porém, que a beleza da cidade e a hospitalidade dos cariocas tornam a qualidade de vida aqui um dos pontos altos eleitos pelos estrangeiros.

“O problema já começa com o visto de entrada. Há casos de executivos que levaram até um ano para conseguir os documentos. Com os investimentos previstos para o Rio nos próximos anos e o pré-sal, o Brasil precisa de recursos humanos preparados numa quantidade suficiente para realizar esses investimentos”, afirmou Ivan Clark, sócio da PwC Brasil e líder do escritório no Rio de Janeiro.

Falta de segurança e trânsito complicado são as questões negativas apontadas pelos estrangeiros que vieram em sua maioria da Europa (61%) e da América do Norte (18%). Os pontos negativos não impedem que o executivo goste da cidade: 80% dos entrevistados estão felizes com a qualidade de vida daqui

“A beleza, as praias, o clima agradam os executivos. Tanto que a maioria diz que quer ficar mais tempo no Rio”, diz Clark.

Mais de 80% dos executivos disseram que aceitariam estender o contrato por mais cinco anos no Brasil.

“Esses executivos têm bastante contato com a comunidade estrangeira e, por isso, é importante que ele levem uma boa imagem do Brasil.”

Segundo os registros do Ministério do Trabalho, o Rio foi o estado que mais recebeu trabalhadores estrangeiros. Foram 22.285 vistos concedidos no ano passado. Os pesquisadores ouviram diretores executivos, financeiros e gerentes.

Aluguel

Os preços dos aluguéis são reclamações recorrentes dos estrangeiros que trabalham no Rio. A isso, soma-se o custo de vida geral, um dos maiores entre as grandes metrópoles do mundo. "Há muita demanda e pouca oferta de bons apartamentos. Os que existem são muito caros e em péssimo estado de conservação", reclamou um dos entrevistados da pesquisa da PricewaterhouseCoopers (PwC).

Essa situação acaba aumentando o custo desses executivos. Auxílio-moradia, auxílio-transferência, equalização de impostos, curso de línguas, carros e até contratação de serviços domésticos entram no pacote de benefícios.

A demora na chegada da mudança é outro drama. Os móveis costumam demorar de seis meses a um ano para entrar na nova residência do executivo. "Se soubesse que ia demorar tanto tempo assim, teria vendido meus móveis e comprado outros novos no país", declarou um executivo.

As reclamações param quando o tema é lazer. Praias, boa comida e opções que vão de restaurantes, museus, cinemas, teatros e parques a viagens curtas pelo estado são itens citados pelos estrangeiros. Há ainda escolas privadas e shoppings.

A perspectiva de crescimento profissional e os salários são o que atraem o estrangeiro para trabalhar aqui, segundo o levantamento. Na pesquisa, a grande maioria é de homens casados. O que leva a outra queixa, relacionada ao parceiro: a dificuldade de este obter um visto para trabalhar, citada por 67% dos entrevistados. E 78% dos parceiros não conseguiram se adaptar à cidade.

Já a língua não foi um obstáculo dos mais citados. O executivo que chega sem dominar o idioma (49%) leva cerca de três anos para aprender português. E perguntados sobre quem ganha a Copa do Mundo, o Brasil foi o favorito, seguido por Alemanha, Espanha, Itália e Argentina.

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